Fujo de ti…
Quero esquecer tudo o que se passou.
Fico aqui…
Não sei porque resisti
Talvez o que sentira… voltou…
Foram anos de amizade
Entreajuda, companheirismo…
Momentos que deixam saudade,
A loucura da idade…
Que terminou por egoísmo.
Dói…
Sinto em mim um enorme pesar.
Acabou! Já foi…
Não se constrói
Tudo aquilo que não se quer levantar!
Sim, odiei-te todos os dias…
Senti-me magoado
Não entendi o que querias…
O que eras… ou o que vias,
O meu pilar tinha-se desmoronado…
Não vi a verdade.
Confundi amor com amizade…
Instalou-se a confusão,
Passaste-me ao lado até então,
Senti-me preso na minha liberdade…
Foi na despedida…
Na hora de deixar para trás o meu passado…
Que percebi o que senti toda a vida,
O quanto te tinha amado.
Renato Machado
terça-feira, 28 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Eleutheria
Que foi que eu fiz?
Porque estou eu a chorar?
Tenho tudo para ser feliz
Sou forte, com raiz
Impossivel de cortar...
Não sei porque me sinto assim
Como erva pisada pela manada.
Não sou querubim
Não sou nefelim
Mas não vou a baixo com a rajada...
Como carvalho resistente
Impossível de derrubar
Um ser quase omnipotente
Invejado de muita gente...
Porque estou eu a chorar?
Espectador das minhas memórias.
Houve algo que não se valorizou...
Repetem-se cenas irrisórias,
Futeis demais para ser estórias.
Mas com o interior...
Ninguém se importou...
Agora já sei como é!
Numa busca futil desmedida...
Sou como a poderosa Tié
Sou árvore que morre de pé
Quando chega o Outono da vida!
Porque estou eu a chorar?
Tenho tudo para ser feliz
Sou forte, com raiz
Impossivel de cortar...
Não sei porque me sinto assim
Como erva pisada pela manada.
Não sou querubim
Não sou nefelim
Mas não vou a baixo com a rajada...
Como carvalho resistente
Impossível de derrubar
Um ser quase omnipotente
Invejado de muita gente...
Porque estou eu a chorar?
Espectador das minhas memórias.
Houve algo que não se valorizou...
Repetem-se cenas irrisórias,
Futeis demais para ser estórias.
Mas com o interior...
Ninguém se importou...
Agora já sei como é!
Numa busca futil desmedida...
Sou como a poderosa Tié
Sou árvore que morre de pé
Quando chega o Outono da vida!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Gezebel
Gelo…
Sinto o meu corpo gelar
Como animal morto caído pelo chão.
O meu fim tarda a chegar
Num passo lento, num passo bem devagar
Não pára de me magoar
Fere me com as pontas do seu arpão.
Fogo
O meu corpo está a arder
Sou Joana na fogueira do terror
Mas nenhum anjo me vem ver
Não há ninguém para me socorrer
Sou só corpo a falecer
A minha alma canta júbilos de louvor.
É fogo, é gelo
Que importa como sou castigado?
É inferno, disso eu sei.
Se for queimado…
Se for congelado…
Vou ser castigado
É a minha sina, é essa a lei.
Para mim não existe o divino
Não tenho lugar na lista do senhor
Mebahel toca o seu sino
Gabriel canta seu hino
E Miguel mata-me sem mínima dor.
No final da cena
O pano cai num silêncio cruel
Sai tudo sem ter pena
Sou touro morto na arena
Na companhia solitária de Israel.
Letra: Renato Machado
Sinto o meu corpo gelar
Como animal morto caído pelo chão.
O meu fim tarda a chegar
Num passo lento, num passo bem devagar
Não pára de me magoar
Fere me com as pontas do seu arpão.
Fogo
O meu corpo está a arder
Sou Joana na fogueira do terror
Mas nenhum anjo me vem ver
Não há ninguém para me socorrer
Sou só corpo a falecer
A minha alma canta júbilos de louvor.
É fogo, é gelo
Que importa como sou castigado?
É inferno, disso eu sei.
Se for queimado…
Se for congelado…
Vou ser castigado
É a minha sina, é essa a lei.
Para mim não existe o divino
Não tenho lugar na lista do senhor
Mebahel toca o seu sino
Gabriel canta seu hino
E Miguel mata-me sem mínima dor.
No final da cena
O pano cai num silêncio cruel
Sai tudo sem ter pena
Sou touro morto na arena
Na companhia solitária de Israel.
Letra: Renato Machado
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Álibi
Humanos
Desumanos
Cantam hinos
Tocam sinos
Em agudos mundanos…
Sou eu?
Será que sim?
Sou eu?
Mas será o fim?
Só me apetece rir de tudo isto!
E ninguém se ri de mim…
Espero pelo cair do escuro
Sentado na minha soleira
Pensamento obscuro
Bato, bato mas não furo
Nesta psicologia de algibeira…
Os carros passam
Os homens passam…
A vida passa!
Os tempos passam
As modas passam
Pela vidraça…
Quem?
Fui eu que estive ali?
Eu sei de alguém
Alguém que me detêm
Se souber o que lhe convém
Se souber o álibi…
Desumanos
Cantam hinos
Tocam sinos
Em agudos mundanos…
Sou eu?
Será que sim?
Sou eu?
Mas será o fim?
Só me apetece rir de tudo isto!
E ninguém se ri de mim…
Espero pelo cair do escuro
Sentado na minha soleira
Pensamento obscuro
Bato, bato mas não furo
Nesta psicologia de algibeira…
Os carros passam
Os homens passam…
A vida passa!
Os tempos passam
As modas passam
Pela vidraça…
Quem?
Fui eu que estive ali?
Eu sei de alguém
Alguém que me detêm
Se souber o que lhe convém
Se souber o álibi…
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
bipolaridade
é um misto de sentimentos
um tudo num nada
muna mão bem fechada
vazia em desalentos...
os cacos estao espalhados pelo chão,
sinal incerto daquilo que ali se passou...
se foi amor... ou discussão
quem sabe?!
quem ali esteve... por la não ficou.
é assim a vida!
tudo é tão incerto
tudo se basea nos suposições de factos...
o livro luta para estar aberto
a união parece ser o mais certo
melhor que nos entregarmos a pactos...
voltas a rir
sem notares que o tempo passou!
afinal nao queres so existir
há algo em ti a surgir
salvador da mente que te aprisionou....
um tudo num nada
muna mão bem fechada
vazia em desalentos...
os cacos estao espalhados pelo chão,
sinal incerto daquilo que ali se passou...
se foi amor... ou discussão
quem sabe?!
quem ali esteve... por la não ficou.
é assim a vida!
tudo é tão incerto
tudo se basea nos suposições de factos...
o livro luta para estar aberto
a união parece ser o mais certo
melhor que nos entregarmos a pactos...
voltas a rir
sem notares que o tempo passou!
afinal nao queres so existir
há algo em ti a surgir
salvador da mente que te aprisionou....
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sábado, 23 de maio de 2009
linhas...
linhas...
são apenas linhas que estão aqui
linhas isoladas de pensamentos
linhas que um dia escrevi...
não são tormentos
não são sentimentos
são linhas! são só linhas!
o que é simples está á nossa frente
mas é demasiado obvio para se ver,
e acaba-se por dizer
"quem escreve, sente!"
teimosia humana!
velho defeito de ler entre linhas!
não sou poeta
sou filho da sociedade urbana
que corre toda a semana
ao ritmo das campainhas!
não quero ser rotulado
como ser humano frustrado
como ser amagrurado,
são apenas linhas!
que me saiem no momento
estrada por onde também caminhas
e palavras leva as o vento...
são apenas linhas que estão aqui
linhas isoladas de pensamentos
linhas que um dia escrevi...
não são tormentos
não são sentimentos
são linhas! são só linhas!
o que é simples está á nossa frente
mas é demasiado obvio para se ver,
e acaba-se por dizer
"quem escreve, sente!"
teimosia humana!
velho defeito de ler entre linhas!
não sou poeta
sou filho da sociedade urbana
que corre toda a semana
ao ritmo das campainhas!
não quero ser rotulado
como ser humano frustrado
como ser amagrurado,
são apenas linhas!
que me saiem no momento
estrada por onde também caminhas
e palavras leva as o vento...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
autovisionário
sei o que sou mas nao digo...
o meu ser só a mim me pertence.
ao mundo lá fora nao ligo,
sei que posso ser meu inimigo,
por ser mais que um indigo,
que luta sempre por aquilo que vence.
vejo a vida com outra dimensão
nem em grande nem em pequeno,
entre mim e o mundo existe imensidao...
(nao sofro de solidao)
estou entre o céu e o terreno.
sou vinte e sete(27)
a mulher e a sorte.
mas nada disto me promete,
esta sina a que me remete,
sou no meio sou valete,
termina caminho na morte.
o meu ser só a mim me pertence.
ao mundo lá fora nao ligo,
sei que posso ser meu inimigo,
por ser mais que um indigo,
que luta sempre por aquilo que vence.
vejo a vida com outra dimensão
nem em grande nem em pequeno,
entre mim e o mundo existe imensidao...
(nao sofro de solidao)
estou entre o céu e o terreno.
sou vinte e sete(27)
a mulher e a sorte.
mas nada disto me promete,
esta sina a que me remete,
sou no meio sou valete,
termina caminho na morte.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
descriçao de mim mesmo
sao os sinais do tempo...
sao as marcas que deixei para trás.
o mundo é um tudo num nada
passa de forma mal compassada
e todos somos barrabás...
saliva nao basta para viver
se nao dizemos o queremos dizer.
palavra é dom de divindade,
sou deus se a souber usar
viver na mentira com verdade,
igualar a trindade
ser senhor condutor
do que posso vir a realizar.
...
sao desejos de um simples sonhador
lamentos de quem ter um sentir
eu nao gosto de falar de amor
amor pode ser sinónimo de dor...
e há tanta coisa para onde devo sorrir.
fugir é segurar
morrer é parar
sao as marcas que deixei para trás.
o mundo é um tudo num nada
passa de forma mal compassada
e todos somos barrabás...
saliva nao basta para viver
se nao dizemos o queremos dizer.
palavra é dom de divindade,
sou deus se a souber usar
viver na mentira com verdade,
igualar a trindade
ser senhor condutor
do que posso vir a realizar.
...
sao desejos de um simples sonhador
lamentos de quem ter um sentir
eu nao gosto de falar de amor
amor pode ser sinónimo de dor...
e há tanta coisa para onde devo sorrir.
fugir é segurar
morrer é parar
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