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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Fui ficando

Fiquei para trás...
Na dúvida entre o saber
Entre as mãos que não procuram aconchego...
Deixei-me ficar
No escuro solitário do pensamento vago
Por ruas estreitas sem destino...
Fui vagueando na minha cascata
Procurando entender o que quero eu de mim.
Fui buscando cada gota salgada no chão,
Juntado todas as notas amargas
Na pauta sem harmonia da vida...


Fiquei para trás...
Perdido no tempo dos que nem tempo querem ter
Um lugar no rodapé.
Desci até mim
Descobrindo portas por abrir
Sem chave, sem fechadura
Gritando por socorro
Às carpideiras do neu sono
Que tomassem conta de mim
Se do meu ser eu não voltar...

Fiquei para trás...

Onde tudo é esquecido
Até mesmo a própria alma...
Parei no limbo
Receando o que de mim seria
Se tivesse que me enfrentar...
Não tenho espada, nem corcel nem guarda
Que me salve na hora que o medo de mim
Tomar lugar...

Renato Machado





sábado, 1 de outubro de 2011

Espaços

Que é este meu infinito,
Meu pequeno mundo feito de infinito…
Que mundo este com tamanha dimensão,
E eu? Sou algo tão pequenino,
Tão pequeno como a pequenez que julgo ser
O meu infinito,
O teu infinito…
Pequenos são os olhos daqueles que se fecham
Ao assombro que é ver tamanha da imensidão!
Os meus olhos vão-se abrindo
Devagar, um raio de luz de cada vez,
E a luz vai entrando
E a razão vai surgindo…
E a razão vai sorrindo…
O meu mundo é um grande infinito!

Porque a imensidão tem as portas abertas
Para aqueles que da sua passagem querem usar.
E que imensidão! Que lugar!
Neste pequeno mundo infinito,
O meu sopro soa como um grito…
A vastidão, o infinito
Que nos meus olhos se reflectem,
Os horizontes do infinito.


Renato Machado

sábado, 2 de julho de 2011

Queda

Ainda tenho mundos por tocar
Mas eu não estou.
Não me encontro em mim,
Não me encontro nos lugares que costumo estar...
Estarei em algum lugar?
Estarei perdido por aí,
Enrolado numa folha de jornal que alguém se olvidou?
Isto, porque não sou inolvidável,
Tantas vezes me sinto discartável,
Como um placebo ali mais à mão...
Que estranha sensação...
Palavra que se aloja num roda-pé,
Que por ser de pequeno tamanho
Pareço tantas vezes ter em mim aquilo que não o é...
Tudo em mim é estranho,
Tudo tem uma razão
E eu pareço não ter razão de o ser...
Talvez me falte viver,
Quem sabe por onde devo mais crescer.
Medo? Temo-me todos os dias,
Quando o mundo vem, e eu não estou cá.
Seja o que de mim se quiser,
Irei onde puder
Se alguém me empurrar para lá...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Escureceu

Escureceu...
A torre iluminou-se de pirlilampos
E eu fiquei olhando para o vazio.
Fiquei esperando que me enchesse de frio
Talvez tenha ficado na esperança de me ver...
Escureceu...
As paredes brilharam em escarlatadas danças...
E eu vi o mundo, todas as memórias
Todas as minhas histórias,
Todas as minhas lembranças...
A luz desfez-se num único fio.

Pirilampos dançaram em meu redor
E a torre sorriu para mim.
Fui tão feliz!
Fui o eterno, fui tudo o que sempre quis,
Num segundo, o meu melhor
E o pior que possa existir...
O vazio que me fez rir,
Escureceu, e eu passei por mais um fim.
É noite, sou a noite, sou assim.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Uma moeda no chão

Não quero ser nada de tudo aquilo que sonho ser,
Nem mesmo quero ser alguém
Que comigo queira viver.
Não me quero aqui, nem mesmo em toda a parte,
Nem que o meu ser seja de suprema arte.
Sou todo o mal e todo o bem,
Sou aquilo que me falta e o que não me convém,
Sou parte de um todo, sou totalmente vazio,
Sou o calor que me acolhe e o próprio frio…
Para onde vou? Sei que em mim não estou…
Porque não sou um rio?



Renato Machado

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cinco Estações (alter-ego)

Cinco mercês sem mira
E um sitio desejoso de se pousar.
Primeiro vai o “deixa andar” mais a sorte
Vai cedinho e cedinho traz a morte,
Traz especiarias perfumadas com cheiro a oriente
Para o presente, inconsequente, eloquente ocidente…
Pára de caminhar
Chiu… pára, olha, escuta, aprecia a sua ira.

Depois vai a carroça que ninguém toma rédea
E vem no regresso com bijutarias que nunca ninguém viu.
Vai Brasil… vem Abril…
Vai Abril… vem Brasil…
E a gente troca o passo com a linguagem
Porque sobra sempre espaço a cada viagem,
Porque existe tempo que já se esqueceu, ou nunca existiu.

Terceiro quer ser o primeiro
Ser imperador do mundo inteiro
Mas não quer ter fama nem sucesso.
Quer apenas fortuna e um regresso.
Junta-se-lhe o desejo e a passividade
E nasce o terceiro, não é carne nem é peixe
Nem é gente que se queixe,
Apenas se mantém sóbrio com a sua dignidade.

E quarto está onde lá mora,
Onde viveu ontem, vive hoje, aqui e agora…
Sem temer, oferece a alma que não tem
Por julgar que há quem precise do seu alguém.
Por ser sozinho, segue o caminho
Segue as pegadas que viu dar um dia.
O quarto quer apenas uma dose de alegria
Por estar farto do seu eu que chora.

Por último volta para trás de onde nunca quisera sair
E pede a deus que lhe faça esquecer todas as visões.
Fuma, bebe, e sorri.
Olha em frente sem saber o que vai pensar a seguir
E estende a mão a quem passa…




Renato Machado

sábado, 20 de março de 2010

Perspectivas de Futuro

Não sou de papel
Nem nunca o sequer ambicionei ser.
Carne e osso,
Sou o que sou, sou o que posso,
Rindo aqui…chorando ali…
Nem Deus sabe quando nasci!
Quanto mais benzer-me a testa com mel…
Sou assim, só para contradizer.

Quando quero, fecho a loja, faço gazeta,
Vou passear à baixa dos meus passados,
Vou mandar pedras aos gatos no quintal da minha recordação.
Apanho a carreira do “já esquecido” na próxima camioneta…
Vou olhando pelos vidros embaciados,
Pedaços de mim, por mim abandonados,
Mas também, nem por eles tenho afeição…

Acho que ainda me hei-de rir da minha tristeza,
Por julgar ser ridículo a felicidade com dizimas da fortuna.
Mas eu sou assim, contradizendo os meus apertos,
Vou por caminhos quase sempre incertos,
Provando a mim mesmo que não nasci para ser religioso,
Quanto mais, receoso!
Só o que me é inato é a rudeza
No confronto, frente-a-frente com a minha lacuna.



Renato Machado

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Mais Bela Verdade

O meu nome… ninguém o diz…
Amando o infinito, na mentira sou aprendiz…
E na mentira, consigo ser feliz.
No jogo de palavras, vinco a minha raiz…
Ah! Eu sou feliz!
Sei viver com este meu desalmado coração,
Talvez não seja viver… mas morrer, não!
Talvez seja uma luz que tenho a acender…
Aquele pequeno ensinamento a reter…
E sou assim, em mim sou feliz…

Não me detenho na hora de errar,
Vou em frente, porque vou errando.
Na mentira, o meu erro vai-se acertando,
E mal ou bem… hei-de lá errar…
Se eu ao menos não pudesse amar…
Se eu ao menos pudesse existir…
Se eu ao menos pudesse desiludir…

Tenho inveja da vida que a vida não me deu,
Tenho…
Por isso, desenho-a…
Em mim, retenho-a…
A força que o meu ser não escolheu…




Renato Machado

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Estranho-me...

Nem me sinto triste…
Nem me procuro nos recantos da solidão…
Não… se o meu ser, em mim existe,
Se nem ele da minha causa perdida desiste,
De que vale lutar p’lo negativismo em vão?
Não…
Sou um toque soturno de felicidade,
A névoa fria brincando no rosto de quem ri…
Divirjo… feliz… há sempre uma razão.
A dúvida persiste no que é a minha verdade,
A constante procura da minha trindade…
E eu… nunca saio daqui!
Aqui me plantei, aqui me cresci,
Uma árvore robusta, forte,
Um ser que não tem medo da morte
Mas tem medo da paixão…




Renato Machado

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Sala de Espera

Alegria… amor… ilusão…
Um misto de significados,
Que nem misto parece ter.
E sou eu que estou aqui… na confusão,
No arrastar de cena sem razão,
Num prolongamento doloroso de pecados
Pois, nem já à sabedoria vou beber…

Estou só cansado.
Faminto de sossego, de silêncio, de paz!
Quero o alívio de cerrar os olhos, quero breu!
Quero…
Tem dias que desespero,
Mas espero…
Porque sei que até o mal tem outro lado.
Ai…A vida sabe sempre o me traz,
E por mais que o seja capaz,
Deixo-me levar p’lo significado que Ele o deu…

Cessem as buscas ao sentido,
Pousem as candeias, pousem a vontade…
Eu desisto!
Há-de vir quando chegar a hora
Quem me dera que o fosse agora!
Depois de tudo que já foi vivido,
Quem me dera até sentir saudade…
Mas para mim, ainda é um misto…

Há-de vir quando chegar a hora…
E eu lhe darei o meu significado.

Renato Machado

sábado, 9 de janeiro de 2010

Apenas...

Apenas sou um ser
Um ser que tudo quis ser…
E ser alguém que não se deve ser.
Apenas uma certeza,
A certeza que o que está certo, nem certeza tem.
Com certeza…
Apenas na minha incerteza, vive este meu alguém….

Vivendo na luz do desejo,
E desejar não estar lá, para não o viver.
Ao viver erradamente na ofuscante luz do desejo,
É meu desejo!
Apenas o esquecimento do meu saber.

Não quero amar o amado,
Nem venerar o já gasto venerado,
Apenas um ser…
Um ser que impacientemente, espera crescer.
Um ser de luz iluminado ao sol do anoitecer…
Apenas um ser… que quer apenas ser.

Tristemente, lá se vai o que se sente,
Fica apenas réstias de quem sente.
Um rasto quase apagado de sentidos e sentimentos,
E sente que o que antes sentira, hoje nada sente…
Hoje nada nem ninguém o sente…
Sobra-lhe as histórias que conta aos sete ventos.



Renato Machado

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sólido

Nem ele rompe a música que vive em mim
Ou o silêncio que me embebeda…
Porque simplesmente não tenho medo,
E não faço disso um segredo,
Como para muitos, é trama que lhes enreda
No cortante delicado do seu cetim.

A mim, nem Deus me ordena
Ou me julga culpado, sem minha consciência…
Não! Também tenho Teo em minha posse!
Sou senhor fazedor de tudo o que quero, como se o fosse
Criador da minha própria eloquência!
Farei eu o meu castigo, saberei a minha pena!

Se o fogo me quiser queimar
Pois que saiba realmente àquilo que vem…
Nem medos, nem anseios
Nesta corrida, tenho em minha mão os arreios,
O meu Neptuno é digno de se dignar
Ele em mim, numa vida plana para enfrentar,
Pois não julgue ninguém…

Até o mais fino grão no seu singular
É capaz na solidão, a vitória do seu desejar.



Renato Machado

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Vinte e Um

Vem de vinte e um e vai crescendo,
Petulante, talvez pela indecisão,
Mas não mostra parte fraca, nem fraqueza
Porque não há resposta certa, nem certeza,
E vou morrendo…
Rezando aos poucos para que se vá renascendo,
No lusco-fusco da imaginação.
E vou me revendo em cálculos sem sentido,
Entre os anos que me vão dando os dias…
Nada mais me importa!
Se passar da cepa torta,
Basta a ideia de o ter vivido…
Por me desenhares vendado,
Fui com um fado mal traçado,
Pois sei que nem tu, assim me querias.

E o jogo de números que carrego,
São poucos aos olhos de quem já os tem.
Mas o desespero não me assola,
Porque a idade essa, é óbolo que Deus me dá de esmola.
Sem precisar ou querer sequer sossego…
Apenas a razão de quem quer ser genuíno no seu “alguém”.

Mas a vida mora entre o antes e o depois.
Respeitando o passado tantas vezes errante
E, prevendo um futuro, se o for avante...
Quando se almeja apenas o vinte e dois.


Renato Machado

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Malhas de Mim

Em desalinho
Vou segurando pontas distraídas,
Tal peça solta.
Como se um único ponto cosesse a alma,
Como pontos largos sem caminho...
E desenho avenidas!
Vou-me imaginando nas suas subidas!
Sem possuir esquadria ou calma,
Sempre sozinho...
Porque a minha agulha,
É tal fagulha sem trona volta.

E de uma só vez,
Todas as malhas que me incorporam,
São remendadas pela minha mestria.
Talvez o "ponto sonho" que se mostra frouxo no seu revés,
É perfeito aos olhos do mundo, e pode ir de lés a lés...
Bordado que sou, foi Deus que o fez!
Se um ponto falhou...
Emende-o quem me emendou!
Mas as minhas malhas não choram,
Nem a perfeição elas adoram...
Tão pouco a alma mostra histeria...

Renato Machado

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Bacanal

Murmuravam burburinhos de luxúria…
E os olhos brilhavam mais fundo que o mar matinal.
Havia no ar um nauseante cheiro de penúria,
Abafado pelos incensos sem injúria,
E eu gargalhava doido feito animal…

Na hora de perguntar a Baco, o que seria tudo isto,
Uma voz chamou por mim.
Lá nos primórdios adormecidos da consciência,
Conduzindo-me a este mundo onde a minha vida é um misto,
De áspera lixa e suave cetim.
Já que o sonho é uma ilusão sem brisa de existência…

São assim os meus dias…
Deslocado dos terrenos por onde flutuo,
Entre pensamentos febris de tamanhas iguarias,
Sou humano, tenho curiosidade de orgias!
Os cheiros… os toques… os sons…
As melodias gemidas em diversos tons…
Musicas que me entulham de perversas heresias…

Renato Machado

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Santa Luzia

Nas mentes mais lúcidas desta gente,
Contam-se contos de quem nasceu da areia fria.
A alma de um povo que sente
As raízes sólidas que aqui o prende.
Aceitam com alegria esta corrente…
É sede de orgulho que se sacia!

O povo é aquele que aqui mais cintila.
Existe tempero de sal em cada casa.
Tapou com pedras a argila,
Para sepultar aqui a sua origem…
Tem esquemas de puto reguila!
Peixe sonhador que procura asa,
Inconsciente do que é sofrer com a vertigem.

Há quem deseje experimentar o mundo lá fora.
Mas acomode-se ao “deixa andar”…
A oportunidade ri-nos uma vez
E vai embora…
Comboio que parte na hora
Do remorso por não saltar…

Renato Machado

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cores Aurias

Tenho uma paleta de cores
No interior do meu ser…
Há que pintar cada ocasião!
Tenho um tom de negro, quando a vida assim o quer…
Tenho um branco quando há vida a nascer…
Pinto sombras encarnadas quando falo com o coração.

É um quadro ilustrando a minha sina,
Com cinzento baço improvisado…
Em pinceladas grossas de resina,
São imagens cegas na tua retina,
São palavras mudas aninhadas no meu beirado…

Um toque de azul-turquesa
Pincelando os rabiscos mais tristonhos.
Captam cenas de tristeza,
De angustia sem certeza
Personagem de cena sem sonhos…

São cores que vejo no meu mundo!
Cores alheias á sala expectante do meu bem estar…
Cores pintadas no meu fundo,
Sem descrição do seu oriundo,
Tintas que correm no vaso mais profundo
No brilho incessante do meu olhar…

Renato Machado

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

contador de Histórias

“Mãe, quando crescer
Quero ser Grande!”

Bom dia minha senhora!
Arranja-me um saquinho de sonhos?
Serão bons com cenoura?...
Isso ainda demora?!
Ah! Não os quero! Estão murchos…
Parecem tristonhos…



Ofereceram-me um destino
No dia do meu primeiro aniversário…
Uma coisa boa, de corte fino,
“É para usar com juízo e tino!”
Disse minha mãe
E trancou-o no meu armário…

Quando percebi,
O tempo tinha voado…
Jamais vi tal brinquedo,
Não tive sonhos, tive medo!
O meu destino foi para mim um segredo
Às sete chaves foi guardado!



Histórias tristes sentadas no meu serão…
Vidas contadas em tom de lenda!
Se foi um Manuel ou um João…
O que me interessa é a conclusão
A voz que se ouve no meu coração
O alargar constante de tamanha fenda…

“Mãe, tenho sono…”

Renato Machado

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Meu Pecado

Escrevo… escrevo… e irei continuar a escrever!
Minha carta está fechada
Bem selada e carimbada
Papel inútil que não me é nada
Mais que a dor atormentada
Desejosa de se esquecer!

Escrevo aquilo que eu quiser!
Serei eu em cada expressão!
Uma fraude de mulher
Que me condene quem puder
Serei eu até morrer
Mas viverei a minha ambição!

Deixem-me abrir as asas e planar!
Deixem-me ir onde quero estar!
Deixem-me ser aprendiz…
Dos erros que irei cometer… que irei dar…
Darei os passos para caminhar
Irei cair!
Mas quero sozinho, me levantar!
Deixem-me voar…

Serei Maria Madalena
Serei p’lo mundo condenado!
Terei sempre comigo a minha pena
Cada qual, a si se condena
Pois não há casa sem pecado!
Não há costas sem costado!
Serei sempre Maria Madalena…


Renato Machado

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Criança

Manhã submersa
Em nuvens rosa carmim.
Um por do sol,
Em si bemol,
Desperta te em mim.

Percorro a tua partitura,
Com dedos a vibrar na tua canção.
Canto pintura,
Danço escultura….
Rodopio na palma da tua mão.

Sou brinquedo de cordel
Sou alegria no teu olhar…
Pinto o mundo a pincel,
Sou cavaleiro com corcel
Mato o dragão para te salvar.

Alegria de criança
Num ôrigami improvisado
Deliciado de sorrisos infantis…
És um barco que balança
Que transborda de esperança
Nas manhãs primaveris…

És feliz, és pura
És criança que dorme dentro de mim.
Quando a vida é dura,
Quando o sol dá lugar á noite escura,
Procuro a minha criança…
Procuro o que há de melhor em mim.

Porque ser criança é ser livre!
É pureza e imaginação…
É ser pirata, é ser cavaleiro
Ser dono do mundo inteiro!
É ter alegria e amor no coração.