“Mãe, quando crescer
Quero ser Grande!”
Bom dia minha senhora!
Arranja-me um saquinho de sonhos?
Serão bons com cenoura?...
Isso ainda demora?!
Ah! Não os quero! Estão murchos…
Parecem tristonhos…
…
Ofereceram-me um destino
No dia do meu primeiro aniversário…
Uma coisa boa, de corte fino,
“É para usar com juízo e tino!”
Disse minha mãe
E trancou-o no meu armário…
Quando percebi,
O tempo tinha voado…
Jamais vi tal brinquedo,
Não tive sonhos, tive medo!
O meu destino foi para mim um segredo
Às sete chaves foi guardado!
…
Histórias tristes sentadas no meu serão…
Vidas contadas em tom de lenda!
Se foi um Manuel ou um João…
O que me interessa é a conclusão
A voz que se ouve no meu coração
O alargar constante de tamanha fenda…
“Mãe, tenho sono…”
Renato Machado
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Meu Pecado
Escrevo… escrevo… e irei continuar a escrever!
Minha carta está fechada
Bem selada e carimbada
Papel inútil que não me é nada
Mais que a dor atormentada
Desejosa de se esquecer!
Escrevo aquilo que eu quiser!
Serei eu em cada expressão!
Uma fraude de mulher
Que me condene quem puder
Serei eu até morrer
Mas viverei a minha ambição!
Deixem-me abrir as asas e planar!
Deixem-me ir onde quero estar!
Deixem-me ser aprendiz…
Dos erros que irei cometer… que irei dar…
Darei os passos para caminhar
Irei cair!
Mas quero sozinho, me levantar!
Deixem-me voar…
Serei Maria Madalena
Serei p’lo mundo condenado!
Terei sempre comigo a minha pena
Cada qual, a si se condena
Pois não há casa sem pecado!
Não há costas sem costado!
Serei sempre Maria Madalena…
Renato Machado
Minha carta está fechada
Bem selada e carimbada
Papel inútil que não me é nada
Mais que a dor atormentada
Desejosa de se esquecer!
Escrevo aquilo que eu quiser!
Serei eu em cada expressão!
Uma fraude de mulher
Que me condene quem puder
Serei eu até morrer
Mas viverei a minha ambição!
Deixem-me abrir as asas e planar!
Deixem-me ir onde quero estar!
Deixem-me ser aprendiz…
Dos erros que irei cometer… que irei dar…
Darei os passos para caminhar
Irei cair!
Mas quero sozinho, me levantar!
Deixem-me voar…
Serei Maria Madalena
Serei p’lo mundo condenado!
Terei sempre comigo a minha pena
Cada qual, a si se condena
Pois não há casa sem pecado!
Não há costas sem costado!
Serei sempre Maria Madalena…
Renato Machado
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domingo, 27 de setembro de 2009
Poeta
Grande é a palavra poeta!
No seu mais vasto significar…
Gigante como cometa,
É corredor de bicicleta,
Federado, alto atleta,
Reformado maneta,
Prematura proveta
Guardada na ampulheta
No tempo suspenso do teu olhar…
Tão pequeno é um poeta
Poeira minúscula no vento…
Será apenas mais um profeta,
Condenado a marioneta,
Pelo sonho que lhe infecta
As veias gloriosas do talento!
Morto estará o poeta
Às mãos da miséria erguida!
Quando o povo já não o veta,
A palavra que desperta
Andará por parte incerta
No tardio honrar da vida…
Renato Machado
No seu mais vasto significar…
Gigante como cometa,
É corredor de bicicleta,
Federado, alto atleta,
Reformado maneta,
Prematura proveta
Guardada na ampulheta
No tempo suspenso do teu olhar…
Tão pequeno é um poeta
Poeira minúscula no vento…
Será apenas mais um profeta,
Condenado a marioneta,
Pelo sonho que lhe infecta
As veias gloriosas do talento!
Morto estará o poeta
Às mãos da miséria erguida!
Quando o povo já não o veta,
A palavra que desperta
Andará por parte incerta
No tardio honrar da vida…
Renato Machado
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Heróis…
Desejar as alturas
Com os pés postos no chão
É arriscar loucuras,
Debater-se em guerras duras,
É pensar sem a razão…
Porque o sonho nasce…
Faz cócegas p’ra lá da consciência!
Almejando a vitória
De ganhar a guerra com glória,
Marcar o seu lugar na história…
Sem sapiência,
Por falta de prudência…
Falhará a memória!
Nomes triunfantes
Incandescentes… jubilantes
Não se erguerão
Ao som do que cantes!
Não virão…
São poucos os que saberão,
A quem pertence o nome marcado,
Nos mármores errantes…
Vive o presente
Na humildade do teu valor
Sê capaz, persistente
Sê igual… mas sê diferente
Por este mar de gente
Batalha com todo o fervor!
Abram portas ao futuro!
Bem-vindo ao jardim das velas….
Renato Machado
Com os pés postos no chão
É arriscar loucuras,
Debater-se em guerras duras,
É pensar sem a razão…
Porque o sonho nasce…
Faz cócegas p’ra lá da consciência!
Almejando a vitória
De ganhar a guerra com glória,
Marcar o seu lugar na história…
Sem sapiência,
Por falta de prudência…
Falhará a memória!
Nomes triunfantes
Incandescentes… jubilantes
Não se erguerão
Ao som do que cantes!
Não virão…
São poucos os que saberão,
A quem pertence o nome marcado,
Nos mármores errantes…
Vive o presente
Na humildade do teu valor
Sê capaz, persistente
Sê igual… mas sê diferente
Por este mar de gente
Batalha com todo o fervor!
Abram portas ao futuro!
Bem-vindo ao jardim das velas….
Renato Machado
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Raquel (original)
Envolta em luz imaculada
Como o raiar da aurora no meu dia,
Chega de forma sereneada,
Torna a noite mais estrelada…
Sonante nome em melodia!
A vida é feita de demagogia.
Ensina quem não quer conhecer
Que ser uno não é ideologia,
Há que viver com biologia!
Reproduzir para viver…
O homem não é completo.
Ser humano que é feto.
A sociedade
Tem o seu complementar…
Relação é partilhar,
Saber ouvir… saber escutar…
Haver no coração, a sensação de amar!
E o homem é então completo…
Envolto em luz,
Numa sociedade
Onde a diferença é igualdade,
Onde é soberana a verdade,
Na simplicidade de um afecto.
Renato Machado
Como o raiar da aurora no meu dia,
Chega de forma sereneada,
Torna a noite mais estrelada…
Sonante nome em melodia!
A vida é feita de demagogia.
Ensina quem não quer conhecer
Que ser uno não é ideologia,
Há que viver com biologia!
Reproduzir para viver…
O homem não é completo.
Ser humano que é feto.
A sociedade
Tem o seu complementar…
Relação é partilhar,
Saber ouvir… saber escutar…
Haver no coração, a sensação de amar!
E o homem é então completo…
Envolto em luz,
Numa sociedade
Onde a diferença é igualdade,
Onde é soberana a verdade,
Na simplicidade de um afecto.
Renato Machado
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Criança
Manhã submersa
Em nuvens rosa carmim.
Um por do sol,
Em si bemol,
Desperta te em mim.
Percorro a tua partitura,
Com dedos a vibrar na tua canção.
Canto pintura,
Danço escultura….
Rodopio na palma da tua mão.
Sou brinquedo de cordel
Sou alegria no teu olhar…
Pinto o mundo a pincel,
Sou cavaleiro com corcel
Mato o dragão para te salvar.
Alegria de criança
Num ôrigami improvisado
Deliciado de sorrisos infantis…
És um barco que balança
Que transborda de esperança
Nas manhãs primaveris…
És feliz, és pura
És criança que dorme dentro de mim.
Quando a vida é dura,
Quando o sol dá lugar á noite escura,
Procuro a minha criança…
Procuro o que há de melhor em mim.
Porque ser criança é ser livre!
É pureza e imaginação…
É ser pirata, é ser cavaleiro
Ser dono do mundo inteiro!
É ter alegria e amor no coração.
Em nuvens rosa carmim.
Um por do sol,
Em si bemol,
Desperta te em mim.
Percorro a tua partitura,
Com dedos a vibrar na tua canção.
Canto pintura,
Danço escultura….
Rodopio na palma da tua mão.
Sou brinquedo de cordel
Sou alegria no teu olhar…
Pinto o mundo a pincel,
Sou cavaleiro com corcel
Mato o dragão para te salvar.
Alegria de criança
Num ôrigami improvisado
Deliciado de sorrisos infantis…
És um barco que balança
Que transborda de esperança
Nas manhãs primaveris…
És feliz, és pura
És criança que dorme dentro de mim.
Quando a vida é dura,
Quando o sol dá lugar á noite escura,
Procuro a minha criança…
Procuro o que há de melhor em mim.
Porque ser criança é ser livre!
É pureza e imaginação…
É ser pirata, é ser cavaleiro
Ser dono do mundo inteiro!
É ter alegria e amor no coração.
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Caçador de Sonhos
Homem vem...
homem vai...
nada fica,
nada se identifica
com a chuva invicta,
que sobre o teu corpo cai...
foi mais um que passou
na intensidade temporal.
eterno enquanto durou,
mais que o sol, quando na noite brilhou.
antes de chegar o vendaval...
vai, vive e sente!
sê do mundo
e sê coerente!
toca na alma,
toca fundo
sê do mundo,e sê o mundo
que acalma...
o interior de tanta gente...
sonha!
deixa sonhar!
lá fora a vida sonha,
vai nas asas da cegonha,
embalada em bela fronha...
um dia... poder voltar a sonhar
homem vai...
nada fica,
nada se identifica
com a chuva invicta,
que sobre o teu corpo cai...
foi mais um que passou
na intensidade temporal.
eterno enquanto durou,
mais que o sol, quando na noite brilhou.
antes de chegar o vendaval...
vai, vive e sente!
sê do mundo
e sê coerente!
toca na alma,
toca fundo
sê do mundo,e sê o mundo
que acalma...
o interior de tanta gente...
sonha!
deixa sonhar!
lá fora a vida sonha,
vai nas asas da cegonha,
embalada em bela fronha...
um dia... poder voltar a sonhar
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Finalmente
Fujo de ti…
Quero esquecer tudo o que se passou.
Fico aqui…
Não sei porque resisti
Talvez o que sentira… voltou…
Foram anos de amizade
Entreajuda, companheirismo…
Momentos que deixam saudade,
A loucura da idade…
Que terminou por egoísmo.
Dói…
Sinto em mim um enorme pesar.
Acabou! Já foi…
Não se constrói
Tudo aquilo que não se quer levantar!
Sim, odiei-te todos os dias…
Senti-me magoado
Não entendi o que querias…
O que eras… ou o que vias,
O meu pilar tinha-se desmoronado…
Não vi a verdade.
Confundi amor com amizade…
Instalou-se a confusão,
Passaste-me ao lado até então,
Senti-me preso na minha liberdade…
Foi na despedida…
Na hora de deixar para trás o meu passado…
Que percebi o que senti toda a vida,
O quanto te tinha amado.
Renato Machado
Quero esquecer tudo o que se passou.
Fico aqui…
Não sei porque resisti
Talvez o que sentira… voltou…
Foram anos de amizade
Entreajuda, companheirismo…
Momentos que deixam saudade,
A loucura da idade…
Que terminou por egoísmo.
Dói…
Sinto em mim um enorme pesar.
Acabou! Já foi…
Não se constrói
Tudo aquilo que não se quer levantar!
Sim, odiei-te todos os dias…
Senti-me magoado
Não entendi o que querias…
O que eras… ou o que vias,
O meu pilar tinha-se desmoronado…
Não vi a verdade.
Confundi amor com amizade…
Instalou-se a confusão,
Passaste-me ao lado até então,
Senti-me preso na minha liberdade…
Foi na despedida…
Na hora de deixar para trás o meu passado…
Que percebi o que senti toda a vida,
O quanto te tinha amado.
Renato Machado
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
Eleutheria
Que foi que eu fiz?
Porque estou eu a chorar?
Tenho tudo para ser feliz
Sou forte, com raiz
Impossivel de cortar...
Não sei porque me sinto assim
Como erva pisada pela manada.
Não sou querubim
Não sou nefelim
Mas não vou a baixo com a rajada...
Como carvalho resistente
Impossível de derrubar
Um ser quase omnipotente
Invejado de muita gente...
Porque estou eu a chorar?
Espectador das minhas memórias.
Houve algo que não se valorizou...
Repetem-se cenas irrisórias,
Futeis demais para ser estórias.
Mas com o interior...
Ninguém se importou...
Agora já sei como é!
Numa busca futil desmedida...
Sou como a poderosa Tié
Sou árvore que morre de pé
Quando chega o Outono da vida!
Porque estou eu a chorar?
Tenho tudo para ser feliz
Sou forte, com raiz
Impossivel de cortar...
Não sei porque me sinto assim
Como erva pisada pela manada.
Não sou querubim
Não sou nefelim
Mas não vou a baixo com a rajada...
Como carvalho resistente
Impossível de derrubar
Um ser quase omnipotente
Invejado de muita gente...
Porque estou eu a chorar?
Espectador das minhas memórias.
Houve algo que não se valorizou...
Repetem-se cenas irrisórias,
Futeis demais para ser estórias.
Mas com o interior...
Ninguém se importou...
Agora já sei como é!
Numa busca futil desmedida...
Sou como a poderosa Tié
Sou árvore que morre de pé
Quando chega o Outono da vida!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Gezebel
Gelo…
Sinto o meu corpo gelar
Como animal morto caído pelo chão.
O meu fim tarda a chegar
Num passo lento, num passo bem devagar
Não pára de me magoar
Fere me com as pontas do seu arpão.
Fogo
O meu corpo está a arder
Sou Joana na fogueira do terror
Mas nenhum anjo me vem ver
Não há ninguém para me socorrer
Sou só corpo a falecer
A minha alma canta júbilos de louvor.
É fogo, é gelo
Que importa como sou castigado?
É inferno, disso eu sei.
Se for queimado…
Se for congelado…
Vou ser castigado
É a minha sina, é essa a lei.
Para mim não existe o divino
Não tenho lugar na lista do senhor
Mebahel toca o seu sino
Gabriel canta seu hino
E Miguel mata-me sem mínima dor.
No final da cena
O pano cai num silêncio cruel
Sai tudo sem ter pena
Sou touro morto na arena
Na companhia solitária de Israel.
Letra: Renato Machado
Sinto o meu corpo gelar
Como animal morto caído pelo chão.
O meu fim tarda a chegar
Num passo lento, num passo bem devagar
Não pára de me magoar
Fere me com as pontas do seu arpão.
Fogo
O meu corpo está a arder
Sou Joana na fogueira do terror
Mas nenhum anjo me vem ver
Não há ninguém para me socorrer
Sou só corpo a falecer
A minha alma canta júbilos de louvor.
É fogo, é gelo
Que importa como sou castigado?
É inferno, disso eu sei.
Se for queimado…
Se for congelado…
Vou ser castigado
É a minha sina, é essa a lei.
Para mim não existe o divino
Não tenho lugar na lista do senhor
Mebahel toca o seu sino
Gabriel canta seu hino
E Miguel mata-me sem mínima dor.
No final da cena
O pano cai num silêncio cruel
Sai tudo sem ter pena
Sou touro morto na arena
Na companhia solitária de Israel.
Letra: Renato Machado
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Álibi
Humanos
Desumanos
Cantam hinos
Tocam sinos
Em agudos mundanos…
Sou eu?
Será que sim?
Sou eu?
Mas será o fim?
Só me apetece rir de tudo isto!
E ninguém se ri de mim…
Espero pelo cair do escuro
Sentado na minha soleira
Pensamento obscuro
Bato, bato mas não furo
Nesta psicologia de algibeira…
Os carros passam
Os homens passam…
A vida passa!
Os tempos passam
As modas passam
Pela vidraça…
Quem?
Fui eu que estive ali?
Eu sei de alguém
Alguém que me detêm
Se souber o que lhe convém
Se souber o álibi…
Desumanos
Cantam hinos
Tocam sinos
Em agudos mundanos…
Sou eu?
Será que sim?
Sou eu?
Mas será o fim?
Só me apetece rir de tudo isto!
E ninguém se ri de mim…
Espero pelo cair do escuro
Sentado na minha soleira
Pensamento obscuro
Bato, bato mas não furo
Nesta psicologia de algibeira…
Os carros passam
Os homens passam…
A vida passa!
Os tempos passam
As modas passam
Pela vidraça…
Quem?
Fui eu que estive ali?
Eu sei de alguém
Alguém que me detêm
Se souber o que lhe convém
Se souber o álibi…
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
bipolaridade
é um misto de sentimentos
um tudo num nada
muna mão bem fechada
vazia em desalentos...
os cacos estao espalhados pelo chão,
sinal incerto daquilo que ali se passou...
se foi amor... ou discussão
quem sabe?!
quem ali esteve... por la não ficou.
é assim a vida!
tudo é tão incerto
tudo se basea nos suposições de factos...
o livro luta para estar aberto
a união parece ser o mais certo
melhor que nos entregarmos a pactos...
voltas a rir
sem notares que o tempo passou!
afinal nao queres so existir
há algo em ti a surgir
salvador da mente que te aprisionou....
um tudo num nada
muna mão bem fechada
vazia em desalentos...
os cacos estao espalhados pelo chão,
sinal incerto daquilo que ali se passou...
se foi amor... ou discussão
quem sabe?!
quem ali esteve... por la não ficou.
é assim a vida!
tudo é tão incerto
tudo se basea nos suposições de factos...
o livro luta para estar aberto
a união parece ser o mais certo
melhor que nos entregarmos a pactos...
voltas a rir
sem notares que o tempo passou!
afinal nao queres so existir
há algo em ti a surgir
salvador da mente que te aprisionou....
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sábado, 23 de maio de 2009
linhas...
linhas...
são apenas linhas que estão aqui
linhas isoladas de pensamentos
linhas que um dia escrevi...
não são tormentos
não são sentimentos
são linhas! são só linhas!
o que é simples está á nossa frente
mas é demasiado obvio para se ver,
e acaba-se por dizer
"quem escreve, sente!"
teimosia humana!
velho defeito de ler entre linhas!
não sou poeta
sou filho da sociedade urbana
que corre toda a semana
ao ritmo das campainhas!
não quero ser rotulado
como ser humano frustrado
como ser amagrurado,
são apenas linhas!
que me saiem no momento
estrada por onde também caminhas
e palavras leva as o vento...
são apenas linhas que estão aqui
linhas isoladas de pensamentos
linhas que um dia escrevi...
não são tormentos
não são sentimentos
são linhas! são só linhas!
o que é simples está á nossa frente
mas é demasiado obvio para se ver,
e acaba-se por dizer
"quem escreve, sente!"
teimosia humana!
velho defeito de ler entre linhas!
não sou poeta
sou filho da sociedade urbana
que corre toda a semana
ao ritmo das campainhas!
não quero ser rotulado
como ser humano frustrado
como ser amagrurado,
são apenas linhas!
que me saiem no momento
estrada por onde também caminhas
e palavras leva as o vento...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
autovisionário
sei o que sou mas nao digo...
o meu ser só a mim me pertence.
ao mundo lá fora nao ligo,
sei que posso ser meu inimigo,
por ser mais que um indigo,
que luta sempre por aquilo que vence.
vejo a vida com outra dimensão
nem em grande nem em pequeno,
entre mim e o mundo existe imensidao...
(nao sofro de solidao)
estou entre o céu e o terreno.
sou vinte e sete(27)
a mulher e a sorte.
mas nada disto me promete,
esta sina a que me remete,
sou no meio sou valete,
termina caminho na morte.
o meu ser só a mim me pertence.
ao mundo lá fora nao ligo,
sei que posso ser meu inimigo,
por ser mais que um indigo,
que luta sempre por aquilo que vence.
vejo a vida com outra dimensão
nem em grande nem em pequeno,
entre mim e o mundo existe imensidao...
(nao sofro de solidao)
estou entre o céu e o terreno.
sou vinte e sete(27)
a mulher e a sorte.
mas nada disto me promete,
esta sina a que me remete,
sou no meio sou valete,
termina caminho na morte.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
descriçao de mim mesmo
sao os sinais do tempo...
sao as marcas que deixei para trás.
o mundo é um tudo num nada
passa de forma mal compassada
e todos somos barrabás...
saliva nao basta para viver
se nao dizemos o queremos dizer.
palavra é dom de divindade,
sou deus se a souber usar
viver na mentira com verdade,
igualar a trindade
ser senhor condutor
do que posso vir a realizar.
...
sao desejos de um simples sonhador
lamentos de quem ter um sentir
eu nao gosto de falar de amor
amor pode ser sinónimo de dor...
e há tanta coisa para onde devo sorrir.
fugir é segurar
morrer é parar
sao as marcas que deixei para trás.
o mundo é um tudo num nada
passa de forma mal compassada
e todos somos barrabás...
saliva nao basta para viver
se nao dizemos o queremos dizer.
palavra é dom de divindade,
sou deus se a souber usar
viver na mentira com verdade,
igualar a trindade
ser senhor condutor
do que posso vir a realizar.
...
sao desejos de um simples sonhador
lamentos de quem ter um sentir
eu nao gosto de falar de amor
amor pode ser sinónimo de dor...
e há tanta coisa para onde devo sorrir.
fugir é segurar
morrer é parar
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