sexta-feira, 19 de março de 2010

Guarda-Jóias

Vou neste caminho desalinhado
Como se a parte mais próxima de mim
Fosse a distância que me une os segredos,
Os alicerces robustos ignorantes aos meus medos,
Que se revoltam cá dentro, tal tamanho frenesim,
No corpo entregue ao eterno segundo realizado.

Os cantos e recantos escondidos da minha essência
São vastos, são infinitos,
São carreiros de pedras roladas, macias à passagem.
São guarda-jóias que se mostram com imponência,
Vitrinas expositoras de sentimentos bonitos,
Que nada mais são que uma manipulada imagem.

E o pequeno diamante reluzente
Está feliz por ser forte,
Por saber as lapidadas sofridas…
As forças inatas por si erguidas,
Pois é pedra sem coração que, inexplicavelmente sente,
Até mesmo o arrepio da morte.




Renato Machado

1 comentário:

  1. Tão belo, tão profundo este trabalho teu. Belíssimo. Parabéns.

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