A indiferença faz-se de ver os outros,
Faz-se do tempo e da atenção dada ao alheio,
Faz-se da indiferença de o dizer a peito cheio…
Faz-se da carência de vertentes para onde olhar,
Faz-se da dor doida prestes a ajudar…
É saber em nós que necessitamos dos outros.
Viram-se costas desejosas apenas de chorar,
Mundos avessados desejosos de se levantar.
Vontade e coração numa luta tantas vezes desigual,
Onde o bem não é de ninguém
E o mal é fogo inato, animal…
Indiferença é vontade e coração eternamente a balançar.
Porque o homem é ser nascido da falsa indiferença
Quando Deus lá não está, mas vai nascendo em cada presença.
E nasce consigo, porém alheio à crença
Porque mesmo sem se crer, teme-se uma sentença.
E quando a indiferença não está onde se espera estar,
Há quem seja mais destemido e tome-lhe o lugar.
Faça da falsa cegueira um refugio para a falta de sentido,
E da falsa compaixão, um império destemido!
Indiferente é o gentílico da cada um,
Pois não existe quem não o seja,
Se esta é a suprema sentença que não escapa a nenhum.
Sejam felizes na negação da indiferença
Que ser-se humano nem sempre é recompensa,
E acentuo que Indiferente é o gentílico de cada um.
Renato Machado
quinta-feira, 27 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Aqui e Agora
Quis passar outro dia à rua onde cresci
E, rever-me nas memórias guardadas em cada peitoril,
Em cada soleira, em cada pedra da calçada
E lembrar cada passagem de Abril…
Quis entrar p’la porta e chamar a infância que eu vivi
E, rever-me em cada retrato que acolhi,
Em cada tela, cada peça por mim criada,
Marcando uma e mais uma passagem por Abril…
Não foi de saudade o nome que baptizei meu sentimento,
Foi ternura. Lembrar cada efémero do passado,
Eu era um miúdo tão amado!
Meu deus… porque o deixei levar na maré do esquecimento?
Não foi medo de ter medo de me recordar,
Nem sequer medo de ao passado regressar.
Não. Foi choro que se derrama por tamanha felicidade,
Foi uma mãe, os irmãos, a madrinha,
Foi o calor e o carinho em toda a face vizinha…
Foi todo o passado desejando ser essa a minha realidade,
Mas nada de saudade.
Nada de querer cambiar-me do hoje para o outrora,
Quando o que quero é apenas recordar tudo aquilo que já vivi,
O lar onde nasci…
Dentro de mim, aqui e agora.
Renato Machado
E, rever-me nas memórias guardadas em cada peitoril,
Em cada soleira, em cada pedra da calçada
E lembrar cada passagem de Abril…
Quis entrar p’la porta e chamar a infância que eu vivi
E, rever-me em cada retrato que acolhi,
Em cada tela, cada peça por mim criada,
Marcando uma e mais uma passagem por Abril…
Não foi de saudade o nome que baptizei meu sentimento,
Foi ternura. Lembrar cada efémero do passado,
Eu era um miúdo tão amado!
Meu deus… porque o deixei levar na maré do esquecimento?
Não foi medo de ter medo de me recordar,
Nem sequer medo de ao passado regressar.
Não. Foi choro que se derrama por tamanha felicidade,
Foi uma mãe, os irmãos, a madrinha,
Foi o calor e o carinho em toda a face vizinha…
Foi todo o passado desejando ser essa a minha realidade,
Mas nada de saudade.
Nada de querer cambiar-me do hoje para o outrora,
Quando o que quero é apenas recordar tudo aquilo que já vivi,
O lar onde nasci…
Dentro de mim, aqui e agora.
Renato Machado
quinta-feira, 20 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Desabafos entre insónias
Olha como eles cantam para ti…
Como eles pegam em ti…
Como eles se aninham em ti…
É de gosto vê-los em amor
Sem nada quererem em troca, sem licença nem favor,
Movidos apenas p’la devoção a ti…
Por cada passo dado atrás
Vai um mais custoso garantindo lugar no teu céu.
Porque custa, sim, sempre é mais aquilo que custa,
Mas à má hora o medo a ninguém assusta…
Teme-se que a força não seja capaz,
Teme-se tudo, menos o que está para lá do véu…
Porque no banquete da enfermidade ninguém se degusta.
Sê paciente
Tudo passa, tal corrente…
Um morto também sente
Mas imagina-te na pele da gente…
Renato Machado
Como eles pegam em ti…
Como eles se aninham em ti…
É de gosto vê-los em amor
Sem nada quererem em troca, sem licença nem favor,
Movidos apenas p’la devoção a ti…
Por cada passo dado atrás
Vai um mais custoso garantindo lugar no teu céu.
Porque custa, sim, sempre é mais aquilo que custa,
Mas à má hora o medo a ninguém assusta…
Teme-se que a força não seja capaz,
Teme-se tudo, menos o que está para lá do véu…
Porque no banquete da enfermidade ninguém se degusta.
Sê paciente
Tudo passa, tal corrente…
Um morto também sente
Mas imagina-te na pele da gente…
Renato Machado
domingo, 16 de maio de 2010
Só te peço...
Só te peço, não venhas tarde demais…
Quando eu já não ouvir o que tens para me dizer,
Quando eu já nem a tua palavra reconhecer,
Quando eu já estiver para te esquecer.
Só te peço, não venhas tarde demais…
Quando eu já estiver a dormir em cima da tua saudade,
Quando eu já não tiver noção da realidade,
Quando para mim já não fores a derradeira verdade…
Só te peço, não venhas tarde demais…
Só te peço, vem agora!
Vem dizer-me tudo o que está certo nesta hora,
Vem dizer-me que o que sinto não se irá embora.
Para quê tanta demora?
Só te peço, não venhas tarde demais…
Renato Machado
Quando eu já não ouvir o que tens para me dizer,
Quando eu já nem a tua palavra reconhecer,
Quando eu já estiver para te esquecer.
Só te peço, não venhas tarde demais…
Quando eu já estiver a dormir em cima da tua saudade,
Quando eu já não tiver noção da realidade,
Quando para mim já não fores a derradeira verdade…
Só te peço, não venhas tarde demais…
Só te peço, vem agora!
Vem dizer-me tudo o que está certo nesta hora,
Vem dizer-me que o que sinto não se irá embora.
Para quê tanta demora?
Só te peço, não venhas tarde demais…
Renato Machado
sábado, 15 de maio de 2010
Para fugir da rotina da poesia II
Cada qual tem o seu lugar
- Um bilhete para um sítio qualquer… – disse ela com os pensamentos perdidos. Sabia onde estava, mas não sabia onde queria estar, muito menos sabia se esse seria o lugar ideal que tanto sonhara, apenas uma certeza lhe prevalecia “eu não quero estar mais aqui”.
Saiu da fila e vagueou por entre os bancos apinhados de gente. Gostava de observar os outros, sempre assim foi, estava-lhe entranhado na pele, no sangue mas, não se punia por isso aliás, tinha essa característica como uma mais valia na sua vida, fazia-se crer que observar os outros era uma escola, um guia prático de como se deve actuar em qualquer situação. Porém continuava a existir o vazio…o vazio de saber que lhe falta aprender uma lição, e saber qual a lição em falta, ainda pior. Ela precisava urgentemente de se encontrar, ali não estava então, “vamos partir para outro lugar”.
Apressada, com vontade de pousar finalmente no seu enquadramento, entrou, atropelando várias pessoas, na carruagem da frente. Escolheu um lugar perto da janela, onde pudesse ver o nome de cada estação ou apeadeiro, onde pudesse observar a paisagem, respirar o vento que lhe entraria de rompante e bateria na cara, despenteando-lhe o cabelo, e respirar cada centímetro de terra percorrida. Tudo isto fazia parte da sua busca. O comboio iniciou viagem e ela não descolou um segundo do seu lugar. Entre olhares curiosos que deitava aos seus companheiros de viajem para tentar perceber onde iam e o que faziam, e o mundo que passava velozmente pela janela, tentava perceber onde iria desembarcar.
Passou a primeira estação… a segunda… a décima… a vigésima segunda… “não, não é aqui. Mais um pouco, estou quase lá”, pensava ela a cada paragem do comboio. Olhava lá para fora e cada rosto, cada pedra, cada árvore, nada lhe diziam. Mas não a julguem por frustrada, não… era apenas alguém que queria sempre mais. - E que mal tem querer mais que aquilo que a vida me dá? – Dizia ela tantas vezes a si e aos que tantas vezes lhe abordavam com a questão da procura.
Finalmente a viagem terminara por não haver mais linha-férrea para percorrer. Contrariada, teve de sair do lugar onde se encontrava confortavelmente instalada e enfrentar um novo lugar, uma nova gente, uma nova maneira de estar. Pegou na mochila, botou às costas, saiu vagarosamente da carruagem de modo a aproveitar cada segundo deste nova experiencia. Deixou para trás a confusão do terminal e fez-se às ruas apinhadas de betão e de gente. “Ainda não me encontrei”, pensava ela em cada imagem nova que ia retendo na sua mente… ao passar a estrada encontrou o seu lugar e deitada no chão com dezenas de desconhecidos à sua volta gritando, chorando, pensou “ está quase miúda, falta pouco para chegares lá…” fechou os olhos…
Renato Machado
- Um bilhete para um sítio qualquer… – disse ela com os pensamentos perdidos. Sabia onde estava, mas não sabia onde queria estar, muito menos sabia se esse seria o lugar ideal que tanto sonhara, apenas uma certeza lhe prevalecia “eu não quero estar mais aqui”.
Saiu da fila e vagueou por entre os bancos apinhados de gente. Gostava de observar os outros, sempre assim foi, estava-lhe entranhado na pele, no sangue mas, não se punia por isso aliás, tinha essa característica como uma mais valia na sua vida, fazia-se crer que observar os outros era uma escola, um guia prático de como se deve actuar em qualquer situação. Porém continuava a existir o vazio…o vazio de saber que lhe falta aprender uma lição, e saber qual a lição em falta, ainda pior. Ela precisava urgentemente de se encontrar, ali não estava então, “vamos partir para outro lugar”.
Apressada, com vontade de pousar finalmente no seu enquadramento, entrou, atropelando várias pessoas, na carruagem da frente. Escolheu um lugar perto da janela, onde pudesse ver o nome de cada estação ou apeadeiro, onde pudesse observar a paisagem, respirar o vento que lhe entraria de rompante e bateria na cara, despenteando-lhe o cabelo, e respirar cada centímetro de terra percorrida. Tudo isto fazia parte da sua busca. O comboio iniciou viagem e ela não descolou um segundo do seu lugar. Entre olhares curiosos que deitava aos seus companheiros de viajem para tentar perceber onde iam e o que faziam, e o mundo que passava velozmente pela janela, tentava perceber onde iria desembarcar.
Passou a primeira estação… a segunda… a décima… a vigésima segunda… “não, não é aqui. Mais um pouco, estou quase lá”, pensava ela a cada paragem do comboio. Olhava lá para fora e cada rosto, cada pedra, cada árvore, nada lhe diziam. Mas não a julguem por frustrada, não… era apenas alguém que queria sempre mais. - E que mal tem querer mais que aquilo que a vida me dá? – Dizia ela tantas vezes a si e aos que tantas vezes lhe abordavam com a questão da procura.
Finalmente a viagem terminara por não haver mais linha-férrea para percorrer. Contrariada, teve de sair do lugar onde se encontrava confortavelmente instalada e enfrentar um novo lugar, uma nova gente, uma nova maneira de estar. Pegou na mochila, botou às costas, saiu vagarosamente da carruagem de modo a aproveitar cada segundo deste nova experiencia. Deixou para trás a confusão do terminal e fez-se às ruas apinhadas de betão e de gente. “Ainda não me encontrei”, pensava ela em cada imagem nova que ia retendo na sua mente… ao passar a estrada encontrou o seu lugar e deitada no chão com dezenas de desconhecidos à sua volta gritando, chorando, pensou “ está quase miúda, falta pouco para chegares lá…” fechou os olhos…
Renato Machado
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Visita do Amigo Bento XVI
Não senhor!
Gostava eu de poder correr no limbo,
Gostava eu de escarrar palavras entaladas!
Não senhor! Der por onde der, seja lá quem o for…
Seja gente, seja mulher…
Pedaço de pecado caído de onde o esquecer,
As memórias não serão apagadas,
E eu tenho por mim amor!
Vão passear meus amigos
Que aqui não se chora mais e se deixa fiado.
Vão para o diabo que vos carregue
Tanta maldade junta, só ele mesmo a consegue,
Aguentar de rosto animado!
Não se mendiguem com pragas do Restelo,
Não façam o bélico parecer belo,
Não me façam a mim desfiar-vos o novelo…
Dó… lamento sentir por vós pena
Mas é o que sinto e tem que o ser.
Esvaiu-se-me a paciência de crer em passarolas voadoras
A esperança de um dia girar os 180 graus e mudar-vos de cena…
Todas as cabeças são e serão sonhadoras,
Mas a vida tem um caminho e, é para a frente que assim deve ser.
Renato Machado
Gostava eu de poder correr no limbo,
Gostava eu de escarrar palavras entaladas!
Não senhor! Der por onde der, seja lá quem o for…
Seja gente, seja mulher…
Pedaço de pecado caído de onde o esquecer,
As memórias não serão apagadas,
E eu tenho por mim amor!
Vão passear meus amigos
Que aqui não se chora mais e se deixa fiado.
Vão para o diabo que vos carregue
Tanta maldade junta, só ele mesmo a consegue,
Aguentar de rosto animado!
Não se mendiguem com pragas do Restelo,
Não façam o bélico parecer belo,
Não me façam a mim desfiar-vos o novelo…
Dó… lamento sentir por vós pena
Mas é o que sinto e tem que o ser.
Esvaiu-se-me a paciência de crer em passarolas voadoras
A esperança de um dia girar os 180 graus e mudar-vos de cena…
Todas as cabeças são e serão sonhadoras,
Mas a vida tem um caminho e, é para a frente que assim deve ser.
Renato Machado
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Adeus Amigo
(Em linha recta para o calor
Duas torres brincam a meio do rio).
Vai tu, eu cá não arrisco…
Não sou de medos nem heroísmos,
Muito mesmo de cinismos.
Prata e ouro, para mim são isco!
Vai sozinho por favor,
Sou sombrio, tenho frio
Vai sozinho, leva lá quem comigo não for.
Que dissera a hora quando eu não apareci?
Tomava leite tão rasca como o triste vinho…
Que disse a água quando eu não a bebi?
Eu já estava longe no outro lado do ninho.
Não obrigado, sorte tua por seres tenaz,
Eu cá me conheço,
Não me mereço
Não tenho vontade para tal feito ser capaz.
A barca vai na hora atravessar a corrente,
Não te deixes atrasar para o nascer do dia…
Renato Machado
Duas torres brincam a meio do rio).
Vai tu, eu cá não arrisco…
Não sou de medos nem heroísmos,
Muito mesmo de cinismos.
Prata e ouro, para mim são isco!
Vai sozinho por favor,
Sou sombrio, tenho frio
Vai sozinho, leva lá quem comigo não for.
Que dissera a hora quando eu não apareci?
Tomava leite tão rasca como o triste vinho…
Que disse a água quando eu não a bebi?
Eu já estava longe no outro lado do ninho.
Não obrigado, sorte tua por seres tenaz,
Eu cá me conheço,
Não me mereço
Não tenho vontade para tal feito ser capaz.
A barca vai na hora atravessar a corrente,
Não te deixes atrasar para o nascer do dia…
Renato Machado
Etiquetas:
Dedicados,
ocasionais
quarta-feira, 5 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Meu Vicio de Fernando Pessoa
Pedra de cal…
Poeta concebido de areia e sal,
Santa macumba, benzida de todo o mal,
Coração batendo desventurado
Pensamento longe… sobrevoado,
Essência nata do seu original.
Poeta que voa na incerteza do feito…
Poeta cantor de melodias tristes, da dor no peito.
Sol de lua que não se condiz
Palavra nua que a rua tem como sua aprendiz…
Poeta amado assim do seu jeito.
Essência sem norte,
Pescador ingrato de ideias e de sorte,
Velha carcaça amedrontada p’lo esquecimento da morte…
Poeta sem medo de ter medo
Ou medo de até assim não se sentir!
Poeta do segredo
Na ânsia, a ganância de assumir
Que o seu ego é mais forte!
Palavras ingratas
Ideais interiorizadas, inatas
Poeta em razão de ser nascido,
Poeta em razão de perecer, em si sucumbido…
Poeta das horas passageiras,
Cardume de vida fervilhando na alma!
Palavras doces que o pensamento acalma,
Ai poeta…poeta de tantas cegueiras…
Renato Machado
Poeta concebido de areia e sal,
Santa macumba, benzida de todo o mal,
Coração batendo desventurado
Pensamento longe… sobrevoado,
Essência nata do seu original.
Poeta que voa na incerteza do feito…
Poeta cantor de melodias tristes, da dor no peito.
Sol de lua que não se condiz
Palavra nua que a rua tem como sua aprendiz…
Poeta amado assim do seu jeito.
Essência sem norte,
Pescador ingrato de ideias e de sorte,
Velha carcaça amedrontada p’lo esquecimento da morte…
Poeta sem medo de ter medo
Ou medo de até assim não se sentir!
Poeta do segredo
Na ânsia, a ganância de assumir
Que o seu ego é mais forte!
Palavras ingratas
Ideais interiorizadas, inatas
Poeta em razão de ser nascido,
Poeta em razão de perecer, em si sucumbido…
Poeta das horas passageiras,
Cardume de vida fervilhando na alma!
Palavras doces que o pensamento acalma,
Ai poeta…poeta de tantas cegueiras…
Renato Machado
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Redescobrir o Sol
Faz espuma…
Coração triste no final do dia.
Brinca na bruma,
Vem perfumando o ar com caruma
Esta inquietude teimosa, quer ser apenas mais uma,
Uma lavando o chão onde se erguia…
Solta um beijo perdido
Felicita a ânsia de estar para lá do futuro!
Ri! Ri alto!
Voa para lá do asfalto…
Cola todas as penas encontradas no caminho ardido,
Ah… como é belo o outro lado do muro!
Está entre as estrelas intocáveis
Que Ícaro outrora almejara abraçar.
Sim, destino é destino, há que o cumprir!
Enverga-te nas tuas asas, hás-de conseguir…
Planar e sentir…
Os ventos imemoráveis,
As paisagens inimagináveis,
Que do alto do sucesso se consegue avistar.
Sê a força de poder arriscar o coração
Apostá-lo na roleta russa da espontaneidade,
Ganhando fortunas de emoção,
Rios de paixão,
Sê tu mesmo, sê a irreverência,
A simplicidade
Vai onde não te leva o caminho batido oposto à razão.
Renato Machado
Coração triste no final do dia.
Brinca na bruma,
Vem perfumando o ar com caruma
Esta inquietude teimosa, quer ser apenas mais uma,
Uma lavando o chão onde se erguia…
Solta um beijo perdido
Felicita a ânsia de estar para lá do futuro!
Ri! Ri alto!
Voa para lá do asfalto…
Cola todas as penas encontradas no caminho ardido,
Ah… como é belo o outro lado do muro!
Está entre as estrelas intocáveis
Que Ícaro outrora almejara abraçar.
Sim, destino é destino, há que o cumprir!
Enverga-te nas tuas asas, hás-de conseguir…
Planar e sentir…
Os ventos imemoráveis,
As paisagens inimagináveis,
Que do alto do sucesso se consegue avistar.
Sê a força de poder arriscar o coração
Apostá-lo na roleta russa da espontaneidade,
Ganhando fortunas de emoção,
Rios de paixão,
Sê tu mesmo, sê a irreverência,
A simplicidade
Vai onde não te leva o caminho batido oposto à razão.
Renato Machado
Etiquetas:
Dedicados
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Quero...
Quero dar um passo
Não…quero mais, quero dar dois!
Quero um abraço,
Quero um regaço,
Quero mais, quero espaço,
Quero o antes, o agora e o depois…
Quero saltar de sonho em sonho,
Quero navegar daqui para acolá,
Quero sentar-me e beber chá,
Quero tudo aquilo a que me disponho,
Quero o mundo, quero deus, quero alá!
Mas a vida não é assim
Não basta sonhar
Não vale a pena implorar,
Não me cai do céu o pó de perlimpimpim…
Quero dizer adeus ao chegar
Quero saudar na despedida,
Quero ser eu a assinalar a partida,
Quero ser um carro de corrida,
Quero prazer e me presentear
Com o que há de melhor e pior na vida.
Quero um beijo roubado,
Roubar o destino que não me pertence,
Quero eliminar aquilo que me vence,
Para me poder desprender
Voltar a ser
Recomeçar a viver,
Sem viver no passado.
Renato Machado
Não…quero mais, quero dar dois!
Quero um abraço,
Quero um regaço,
Quero mais, quero espaço,
Quero o antes, o agora e o depois…
Quero saltar de sonho em sonho,
Quero navegar daqui para acolá,
Quero sentar-me e beber chá,
Quero tudo aquilo a que me disponho,
Quero o mundo, quero deus, quero alá!
Mas a vida não é assim
Não basta sonhar
Não vale a pena implorar,
Não me cai do céu o pó de perlimpimpim…
Quero dizer adeus ao chegar
Quero saudar na despedida,
Quero ser eu a assinalar a partida,
Quero ser um carro de corrida,
Quero prazer e me presentear
Com o que há de melhor e pior na vida.
Quero um beijo roubado,
Roubar o destino que não me pertence,
Quero eliminar aquilo que me vence,
Para me poder desprender
Voltar a ser
Recomeçar a viver,
Sem viver no passado.
Renato Machado
Etiquetas:
pensamentos
terça-feira, 27 de abril de 2010
Rir a bom rir
Rir a bom rir
Como prata barata, mesmo assim reluzente!
Fartotes e pinotes…
Desdenhar de consortes…
Rir do mal e de todas as mortes,
Porque a comédia é o sangue dessa gente!
Rir que é bom rir…
Mentir tem sorrir,
Tem o futuro que há-de vir…
E o passado que nem ressuscitado voltará a surgir.
Gargalhadas de alívio e suores frios,
Tempos levados em mil águas
De mil rios.
Gargalhadas de contentamento…
Rir a bandeiras despregadas,
Aortas bombeando aceleradas,
Sangue garrido apressado como o vento!
Já que rir é apenas rir
E sorrir é tantas vezes fingir,
Então, a felicidade de tantos faz-se de mentir.
Faz-se do fermento explosivo da emoção contagiante,
De acontecimento repentino, inesperado, cavalgante,
E desatamos a rir!...
Mal ou bem,
É esta pequena felicidade que a todos convém.
Mal ou bem…
Pena daquele que não a tem…
Rir e voltar a rir…
Chorar vezes sem conta de tanto rir!
Faz rugas… mas faz sentir,
Que a tristeza,
Com certeza,
Essa há de um dia vir.
Renato Machado
Como prata barata, mesmo assim reluzente!
Fartotes e pinotes…
Desdenhar de consortes…
Rir do mal e de todas as mortes,
Porque a comédia é o sangue dessa gente!
Rir que é bom rir…
Mentir tem sorrir,
Tem o futuro que há-de vir…
E o passado que nem ressuscitado voltará a surgir.
Gargalhadas de alívio e suores frios,
Tempos levados em mil águas
De mil rios.
Gargalhadas de contentamento…
Rir a bandeiras despregadas,
Aortas bombeando aceleradas,
Sangue garrido apressado como o vento!
Já que rir é apenas rir
E sorrir é tantas vezes fingir,
Então, a felicidade de tantos faz-se de mentir.
Faz-se do fermento explosivo da emoção contagiante,
De acontecimento repentino, inesperado, cavalgante,
E desatamos a rir!...
Mal ou bem,
É esta pequena felicidade que a todos convém.
Mal ou bem…
Pena daquele que não a tem…
Rir e voltar a rir…
Chorar vezes sem conta de tanto rir!
Faz rugas… mas faz sentir,
Que a tristeza,
Com certeza,
Essa há de um dia vir.
Renato Machado
terça-feira, 20 de abril de 2010
Lágrimas
Uma lágrima é um mito,
Uma lenda que vai descendo suavemente
Contando fábulas de passados menos felizes
Que a gente escuta atentamente
Sentindo o sal na nossa pele dormente,
Como se fosse impelida a vontade de soltar um grito.
Uma lágrima é diamante bruto do coração
Extraído pela pá e a picareta da emoção.
Uma lágrima é fruto tantas vezes maduro.
Que cai com o passar das eras.
Das lágrimas também nascem as primaveras…
Lágrima é fruto rijo na verdura da vida,
Que se agarra ao que a contém…
Já que chorar não se digna por ninguém,
Pois o esquecimento é tantas vezes uma lágrima contida…
Renato Machado
Uma lenda que vai descendo suavemente
Contando fábulas de passados menos felizes
Que a gente escuta atentamente
Sentindo o sal na nossa pele dormente,
Como se fosse impelida a vontade de soltar um grito.
Uma lágrima é diamante bruto do coração
Extraído pela pá e a picareta da emoção.
Uma lágrima é fruto tantas vezes maduro.
Que cai com o passar das eras.
Das lágrimas também nascem as primaveras…
Lágrima é fruto rijo na verdura da vida,
Que se agarra ao que a contém…
Já que chorar não se digna por ninguém,
Pois o esquecimento é tantas vezes uma lágrima contida…
Renato Machado
informações sobre o autor
atraves deste meio, faz-se saber que renato machado, esteve nos passados dias 16 e 17 de abril, integrado na semana da juventude, com uma exposiçao de alguns dos seus desenhos na sede da assossiação almadrava em santa luzia.
faz-se também informar que o autor está já a preparar uma nova exposiçao de poemas ilustrados, poemas que pode encontrar neste blogue.
faz-se também informar que o autor está já a preparar uma nova exposiçao de poemas ilustrados, poemas que pode encontrar neste blogue.
Teatro do meu “Faz de Conta”
Quando nos foge a alma… foge-nos tudo.
Os ramos, os galhos quebrados à sua passagem,
Os verdes esmeralda que ao longe nos falam…
O mundo pára quieto, surdo e mudo.
Até o vento deixa de circular por entre a paisagem,
No vazio de vozes estridentes que ali se calam.
O interior tenta em vão a escapatória,
O passo em frente… não tem fama, não tem glória…
Porque o que a ninguém pertence,
Por ninguém luta, nem sequer a si se vence,
Quanto mais, vincar assento no platô vivo da história.
“Palmas à dona Alma e à sua coragem!”
E todos aplaudem de pé a exímia actriz,
Aquele vulto virtuoso que cala quando a si mesma o diz:
“Felizes aqueles alheios à minha imagem…”
Oh que gente tão bem vendada na cegueira da vida!
Qual foi a lição não aprendida, mal ensinada,
Qual foi a palavra que não lhes foi assimilada
Qual a lição desprezada de guarida?
Não se abandona o palco repleto de palmas
Muito menos quando este ainda respira uma réstia de luz.
Mas são tantas as minhas “donas Almas”
Quando perco a noção de quem me conduz.
Renato Machado
Os ramos, os galhos quebrados à sua passagem,
Os verdes esmeralda que ao longe nos falam…
O mundo pára quieto, surdo e mudo.
Até o vento deixa de circular por entre a paisagem,
No vazio de vozes estridentes que ali se calam.
O interior tenta em vão a escapatória,
O passo em frente… não tem fama, não tem glória…
Porque o que a ninguém pertence,
Por ninguém luta, nem sequer a si se vence,
Quanto mais, vincar assento no platô vivo da história.
“Palmas à dona Alma e à sua coragem!”
E todos aplaudem de pé a exímia actriz,
Aquele vulto virtuoso que cala quando a si mesma o diz:
“Felizes aqueles alheios à minha imagem…”
Oh que gente tão bem vendada na cegueira da vida!
Qual foi a lição não aprendida, mal ensinada,
Qual foi a palavra que não lhes foi assimilada
Qual a lição desprezada de guarida?
Não se abandona o palco repleto de palmas
Muito menos quando este ainda respira uma réstia de luz.
Mas são tantas as minhas “donas Almas”
Quando perco a noção de quem me conduz.
Renato Machado
quarta-feira, 14 de abril de 2010
O barco vai quando há bonança…
Não aceito devoluções
Nem reclamações de sentimentos gastos.
Desculpem, mas por hoje fechou…
Quem julgam ser?
Quem julgam ser neste circulo de varões?
Nada depende do que quero dar,
Somente a intenção com que as quero receber…
Não foi a minha alma que se esgotou,
Muito menos a garra, a fúria que se emancipou!
Só estou cansado de todos os dias me defender…
Quem come um prato de vaidade
Não engole a seco a humilhação…
Mas quem se senta à mesa na cadeira comida p’la humildade,
Tem fome de tudo que vê
Esquecendo-se tantas vezes a dignidade…
De tantas vezes que nos apodrece o coração.
Nem cavalo nem espada.
Nem força para as arreias da confiança…
“Espera filho… o barco vai quando há bonança…
Espera filho… a noite é uma criança.”
Renato Machado
Nem reclamações de sentimentos gastos.
Desculpem, mas por hoje fechou…
Quem julgam ser?
Quem julgam ser neste circulo de varões?
Nada depende do que quero dar,
Somente a intenção com que as quero receber…
Não foi a minha alma que se esgotou,
Muito menos a garra, a fúria que se emancipou!
Só estou cansado de todos os dias me defender…
Quem come um prato de vaidade
Não engole a seco a humilhação…
Mas quem se senta à mesa na cadeira comida p’la humildade,
Tem fome de tudo que vê
Esquecendo-se tantas vezes a dignidade…
De tantas vezes que nos apodrece o coração.
Nem cavalo nem espada.
Nem força para as arreias da confiança…
“Espera filho… o barco vai quando há bonança…
Espera filho… a noite é uma criança.”
Renato Machado
Etiquetas:
pensamentos
terça-feira, 13 de abril de 2010
Paralelos
Lá ao fundo, vejo a invisibilidade
As formas que se pavoneiam e troçam de quem não as vê…
Dançam freneticamente entre os braços da ventania
E gracejam movimentos de alegria
Como se a cegueira fosse a sua magia…
Como se a cegueira fosse dom prodigioso digno de gratidão…
Minha estranha maldade,
Meu pedaço de nada sem piedade…
Meu fruto inglório aos infortúnios da solidão.
Silêncio…
Elas caminham lá de longe pisando flores,
Cada passo, cada impulso…cada nota… cantada por entre respirações…
Não venham tarde… venham com o cair da escuridão.
Mas não batam a porta,
Entra simplesmente, como se o meu mundo fosse vosso,
Como se o ar que respiram fosse vosso…
Como se o meu coração fosse o vosso…
Espero… sem querer uma razão.
Não deixem que eu me desprenda,
Cortando as amarras que me prendem ao vosso lugar.
Quero continuar a ver o que não existe,
Como se existisse e fosse a realidade em mim soberana.
Porque o que os outros vêm, é apenas uma forma humana
Imperfeita, sem emenda
Desprezando até a sua corrigenda…
Quero apenas ver e saber que é na ilusão que quero ficar…
Para sempre o meu eterno lar…
Adeus não digo…
Apenas agradeço,
E assim da realidade fria me despeço,
Pois é por este caminho que agora sigo.
Renato Machado
As formas que se pavoneiam e troçam de quem não as vê…
Dançam freneticamente entre os braços da ventania
E gracejam movimentos de alegria
Como se a cegueira fosse a sua magia…
Como se a cegueira fosse dom prodigioso digno de gratidão…
Minha estranha maldade,
Meu pedaço de nada sem piedade…
Meu fruto inglório aos infortúnios da solidão.
Silêncio…
Elas caminham lá de longe pisando flores,
Cada passo, cada impulso…cada nota… cantada por entre respirações…
Não venham tarde… venham com o cair da escuridão.
Mas não batam a porta,
Entra simplesmente, como se o meu mundo fosse vosso,
Como se o ar que respiram fosse vosso…
Como se o meu coração fosse o vosso…
Espero… sem querer uma razão.
Não deixem que eu me desprenda,
Cortando as amarras que me prendem ao vosso lugar.
Quero continuar a ver o que não existe,
Como se existisse e fosse a realidade em mim soberana.
Porque o que os outros vêm, é apenas uma forma humana
Imperfeita, sem emenda
Desprezando até a sua corrigenda…
Quero apenas ver e saber que é na ilusão que quero ficar…
Para sempre o meu eterno lar…
Adeus não digo…
Apenas agradeço,
E assim da realidade fria me despeço,
Pois é por este caminho que agora sigo.
Renato Machado
Etiquetas:
ocasionais,
pensamentos
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Trono de São Fiel
Enormes, vastos, volumosos!
Semelhantes a balões de ar quente flutuando…
Cores… sóis! Infinitos como a felicidade!
E sorrio aos desejos que me pintam a imaginação,
Como uma alegre canção,
Cantada entre gargalhadas colhidas na horta da ingenuidade,
Com a minúcia precisa nos dias calorosos…
Nos dias que te vou em mim cantando.
E corre para os tapetes tonificados de verde amarelado,
Rebola na espuma que brinca na rebentação…
Inventa histórias coloridas que ninguém vê…
Há melodias que não se escutam, mas a alma as sente!
Vem de longe quem as sente,
Para sentir o arrepio gélido que em si o crê!
Porque para cada sonho existe uma canção,
Existe vida que lateja ferozmente de emoção,
Existe o presente, um futuro, a quem não se tem medo de dizer:
Eu também sou feito de passado!
Renato Machado
Semelhantes a balões de ar quente flutuando…
Cores… sóis! Infinitos como a felicidade!
E sorrio aos desejos que me pintam a imaginação,
Como uma alegre canção,
Cantada entre gargalhadas colhidas na horta da ingenuidade,
Com a minúcia precisa nos dias calorosos…
Nos dias que te vou em mim cantando.
E corre para os tapetes tonificados de verde amarelado,
Rebola na espuma que brinca na rebentação…
Inventa histórias coloridas que ninguém vê…
Há melodias que não se escutam, mas a alma as sente!
Vem de longe quem as sente,
Para sentir o arrepio gélido que em si o crê!
Porque para cada sonho existe uma canção,
Existe vida que lateja ferozmente de emoção,
Existe o presente, um futuro, a quem não se tem medo de dizer:
Eu também sou feito de passado!
Renato Machado
Etiquetas:
ocasionais
segunda-feira, 5 de abril de 2010
My Sweet July
Quero fugir daqui…
Quero ter palavras soltas,
Quero libertar os meus pensamentos negros,
Porque não há cor de onde vim…
Não há luz no céu, no lugar onde nasci…
Lateja-me as veias o sufoco de não poder estar comigo,
O sufoco de ser eu mesmo, o meu inimigo…
O sufoco de não conhecer em mim mesmo,
O meu abrigo…
Rasga-me o corpo o sorriso jogado sem qualquer sentimento,
E o olhar preocupado, que nem no fundo tem preocupação…
E quero fugir até de mim…
Apenas sei que não quero estar cá quando for o fim,
Para sem medos, poder sorrir, gargalhar de satisfação!
Rir, pois o mundo tem mais para me dar então,
Sentir que se findou em mim, o meu sofrimento….
És apenas mais um que se vai,
Mais um que parte sem nada me dizer…
Mas eu não tenho a culpa de não ter amor para dar,
Se o teu amor nunca o tive a receber…
A pequena lágrima que agora me cai,
Não é por tristeza por te perder,
Mas liberdade em mim a nascer…
Renato Machado
Quero ter palavras soltas,
Quero libertar os meus pensamentos negros,
Porque não há cor de onde vim…
Não há luz no céu, no lugar onde nasci…
Lateja-me as veias o sufoco de não poder estar comigo,
O sufoco de ser eu mesmo, o meu inimigo…
O sufoco de não conhecer em mim mesmo,
O meu abrigo…
Rasga-me o corpo o sorriso jogado sem qualquer sentimento,
E o olhar preocupado, que nem no fundo tem preocupação…
E quero fugir até de mim…
Apenas sei que não quero estar cá quando for o fim,
Para sem medos, poder sorrir, gargalhar de satisfação!
Rir, pois o mundo tem mais para me dar então,
Sentir que se findou em mim, o meu sofrimento….
És apenas mais um que se vai,
Mais um que parte sem nada me dizer…
Mas eu não tenho a culpa de não ter amor para dar,
Se o teu amor nunca o tive a receber…
A pequena lágrima que agora me cai,
Não é por tristeza por te perder,
Mas liberdade em mim a nascer…
Renato Machado
Etiquetas:
desejos,
pensamentos
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Alice
Olha Alice! Têm cores…
Assumem formas irreais!
São pequenos nadas feitos de louvores,
Pequenos enganos e desamores,
Pequenos golpes, singelas dores,
As cores vincadas de todos os teus ais…
E nada vem por acaso ou ocasião,
Nem porque a vida decide-se esbanjar em agrados,
Só Alice enxerga o que é real…
Só ela distingue o que é o bem, o que é o mal,
Só ela sabe que o Criador não é alucinação…
Alice…
Os cânticos são infindáveis,
As nuvens correm sem saber o destino que as faz chegar…
Quem me dera que também ela não o visse…
Pobre Alice…
Até o teu mundo há-de findar…
Nem as tuas memórias são memoráveis,
Alice, cuida para que a tua sombra não se deixe apanhar…
Renato Machado
Assumem formas irreais!
São pequenos nadas feitos de louvores,
Pequenos enganos e desamores,
Pequenos golpes, singelas dores,
As cores vincadas de todos os teus ais…
E nada vem por acaso ou ocasião,
Nem porque a vida decide-se esbanjar em agrados,
Só Alice enxerga o que é real…
Só ela distingue o que é o bem, o que é o mal,
Só ela sabe que o Criador não é alucinação…
Alice…
Os cânticos são infindáveis,
As nuvens correm sem saber o destino que as faz chegar…
Quem me dera que também ela não o visse…
Pobre Alice…
Até o teu mundo há-de findar…
Nem as tuas memórias são memoráveis,
Alice, cuida para que a tua sombra não se deixe apanhar…
Renato Machado
terça-feira, 30 de março de 2010
São Pessoas...
Não quis esperar que a saudade batesse na sua morada,
E partiu desejando que o amor tivesse um dia lá vivido…
Não entendeu que o sentimento desejado
Fora por ele o mais desprezado,
O mais mal acarinhado…
Aquele que mesmo antes de morrer, nunca havia de ter nascido…
Mas nem sequer sentiu o cheiro da curiosidade
Ou o simples peso que o vazio tantas vezes oferece…
Não… sentir, sentiu o impulso que lhe indicava a saída,
A romaria, rumando ao que seria a sua vida,
Ao que seria para todo o seu sempre, a sua verdade.
E deixou-se levar, tal força vencida que a memória esmorece.
Logo se viu na luz negra que lhe envolvia,
Como um laço bem apertado massacrando as suas esperanças…
Porque amor, não havia!
Quem amar… não existia…
Saber amar, nem sequer o sabia,
Pois nem de sentimentos vividos, viviam suas lembranças…
São pessoas, só pessoas…
Renato Machado
E partiu desejando que o amor tivesse um dia lá vivido…
Não entendeu que o sentimento desejado
Fora por ele o mais desprezado,
O mais mal acarinhado…
Aquele que mesmo antes de morrer, nunca havia de ter nascido…
Mas nem sequer sentiu o cheiro da curiosidade
Ou o simples peso que o vazio tantas vezes oferece…
Não… sentir, sentiu o impulso que lhe indicava a saída,
A romaria, rumando ao que seria a sua vida,
Ao que seria para todo o seu sempre, a sua verdade.
E deixou-se levar, tal força vencida que a memória esmorece.
Logo se viu na luz negra que lhe envolvia,
Como um laço bem apertado massacrando as suas esperanças…
Porque amor, não havia!
Quem amar… não existia…
Saber amar, nem sequer o sabia,
Pois nem de sentimentos vividos, viviam suas lembranças…
São pessoas, só pessoas…
Renato Machado
segunda-feira, 29 de março de 2010
O Beijo
Será proeza tamanha a sabedoria de amar livremente?
Os seus dedos rodopiam na incessante trégua sem razão…
Se as memórias alimentam as sensações,
Se os gritos escutados, são bramidos de corações,
Para quê esconder aquilo que de veras se sente?
Não será gesto este mais prudente,
Que viver na própria negação?
E os impulsos que são humanos,
Escondem-se por detrás do pano opaco translúcido
Com medo até de poder voltar a sentir a liberdade…
A estranha sensação de ser livre para amar!
Como se a sua alma fosse livre de se ausentar,
Dos deveres por si impostos, desumanos.
Mas é dele a vontade de se sentir oprimido,
Dele a vontade e a força de se conquistar…
E poder amar,
E voltar a amar…
Amar, ser livre de amar… no beijo da liberdade!
Renato Machado
Os seus dedos rodopiam na incessante trégua sem razão…
Se as memórias alimentam as sensações,
Se os gritos escutados, são bramidos de corações,
Para quê esconder aquilo que de veras se sente?
Não será gesto este mais prudente,
Que viver na própria negação?
E os impulsos que são humanos,
Escondem-se por detrás do pano opaco translúcido
Com medo até de poder voltar a sentir a liberdade…
A estranha sensação de ser livre para amar!
Como se a sua alma fosse livre de se ausentar,
Dos deveres por si impostos, desumanos.
Mas é dele a vontade de se sentir oprimido,
Dele a vontade e a força de se conquistar…
E poder amar,
E voltar a amar…
Amar, ser livre de amar… no beijo da liberdade!
Renato Machado
Etiquetas:
pensamentos
domingo, 28 de março de 2010
Nova Etapa
Cheguei ao fim de mais uma estrada
E o futuro está para lá daquele cruzamento
O cruzamento que me chama e diz para crescer
Que me diz para seguir em frente
Pois atrás aperta no engarrafamento de tanta gente…
Sinto em mim o pulsar da batida acelerada
Que me dá impulso a cada momento
Como se fosse maior a necessidade de o dizer.
Mas sei que o fim é somente mais uma luz que se inicia,
Que treme a medo e diz-me para a seguir.
Mil e um significados em que posso deduzir….
Há que saber qual o melhor para me impingir,
Afinal, é mais que uma fase,
É a minha próxima estadia.
Então calço as sandálias já gastas da caminhada
E parto em busca do que é desconhecido
Mas que sei que existe.
Está para lá daquilo que não tenho, mas almejo
É só um desejo…
Uma linha que quero deixar bem vincada
No que é me imposto, no que me é pedido.
Não tem nada de triste,
Apenas a ambição que em mim persiste.
Renato Machado
E o futuro está para lá daquele cruzamento
O cruzamento que me chama e diz para crescer
Que me diz para seguir em frente
Pois atrás aperta no engarrafamento de tanta gente…
Sinto em mim o pulsar da batida acelerada
Que me dá impulso a cada momento
Como se fosse maior a necessidade de o dizer.
Mas sei que o fim é somente mais uma luz que se inicia,
Que treme a medo e diz-me para a seguir.
Mil e um significados em que posso deduzir….
Há que saber qual o melhor para me impingir,
Afinal, é mais que uma fase,
É a minha próxima estadia.
Então calço as sandálias já gastas da caminhada
E parto em busca do que é desconhecido
Mas que sei que existe.
Está para lá daquilo que não tenho, mas almejo
É só um desejo…
Uma linha que quero deixar bem vincada
No que é me imposto, no que me é pedido.
Não tem nada de triste,
Apenas a ambição que em mim persiste.
Renato Machado
segunda-feira, 22 de março de 2010
Velha Canção
Não posso oferecer o que não tenho,
Mas posso querer o que não é meu…
Porque a liberdade de alcançar o alheio
É-me tão certo como o mundo ser um copo meio cheio,
Onde o que não se afogou, morreu.
Onde a mão que lanço, vem cheia quando a mim venho…
Misterioso é querer o que me pertence!
Como um golpe baixo que a mim me vence…
Certeza de querer o mundo dos outros…sim.
Porque o que tinha de eufórico, esvaiu-se…
Foi-se, sumiu-se…
Até julgar não ser tão mau o fim.
E no resto que sou, sou Abril,
Sou a primavera que vai raiando sol no que há em mim.
Mas até as andorinhas não são eternas…
As alegrias são fugidias quando se vêm com pernas,
Vão alucinadas, beber copos nas velhas tabernas,
Vão derramar vinho no imaculado cetim…
Vão ser aquilo que julguei guardar para o fim…
Porque até em mim, o lembrado torna-se senil.
Já não quero o que não me pertence
Vou esperar simplesmente que o calor do verão
Me lave as dores com panos frios,
E me ensope os pensamentos no turco da sua compreensão.
Porque aquilo que não me vence,
Unifica os meus arrepios,
Como se me cantassem uma velha canção.
Renato Machado
Mas posso querer o que não é meu…
Porque a liberdade de alcançar o alheio
É-me tão certo como o mundo ser um copo meio cheio,
Onde o que não se afogou, morreu.
Onde a mão que lanço, vem cheia quando a mim venho…
Misterioso é querer o que me pertence!
Como um golpe baixo que a mim me vence…
Certeza de querer o mundo dos outros…sim.
Porque o que tinha de eufórico, esvaiu-se…
Foi-se, sumiu-se…
Até julgar não ser tão mau o fim.
E no resto que sou, sou Abril,
Sou a primavera que vai raiando sol no que há em mim.
Mas até as andorinhas não são eternas…
As alegrias são fugidias quando se vêm com pernas,
Vão alucinadas, beber copos nas velhas tabernas,
Vão derramar vinho no imaculado cetim…
Vão ser aquilo que julguei guardar para o fim…
Porque até em mim, o lembrado torna-se senil.
Já não quero o que não me pertence
Vou esperar simplesmente que o calor do verão
Me lave as dores com panos frios,
E me ensope os pensamentos no turco da sua compreensão.
Porque aquilo que não me vence,
Unifica os meus arrepios,
Como se me cantassem uma velha canção.
Renato Machado
Etiquetas:
ocasionais
sábado, 20 de março de 2010
Perspectivas de Futuro
Não sou de papel
Nem nunca o sequer ambicionei ser.
Carne e osso,
Sou o que sou, sou o que posso,
Rindo aqui…chorando ali…
Nem Deus sabe quando nasci!
Quanto mais benzer-me a testa com mel…
Sou assim, só para contradizer.
Quando quero, fecho a loja, faço gazeta,
Vou passear à baixa dos meus passados,
Vou mandar pedras aos gatos no quintal da minha recordação.
Apanho a carreira do “já esquecido” na próxima camioneta…
Vou olhando pelos vidros embaciados,
Pedaços de mim, por mim abandonados,
Mas também, nem por eles tenho afeição…
Acho que ainda me hei-de rir da minha tristeza,
Por julgar ser ridículo a felicidade com dizimas da fortuna.
Mas eu sou assim, contradizendo os meus apertos,
Vou por caminhos quase sempre incertos,
Provando a mim mesmo que não nasci para ser religioso,
Quanto mais, receoso!
Só o que me é inato é a rudeza
No confronto, frente-a-frente com a minha lacuna.
Renato Machado
Nem nunca o sequer ambicionei ser.
Carne e osso,
Sou o que sou, sou o que posso,
Rindo aqui…chorando ali…
Nem Deus sabe quando nasci!
Quanto mais benzer-me a testa com mel…
Sou assim, só para contradizer.
Quando quero, fecho a loja, faço gazeta,
Vou passear à baixa dos meus passados,
Vou mandar pedras aos gatos no quintal da minha recordação.
Apanho a carreira do “já esquecido” na próxima camioneta…
Vou olhando pelos vidros embaciados,
Pedaços de mim, por mim abandonados,
Mas também, nem por eles tenho afeição…
Acho que ainda me hei-de rir da minha tristeza,
Por julgar ser ridículo a felicidade com dizimas da fortuna.
Mas eu sou assim, contradizendo os meus apertos,
Vou por caminhos quase sempre incertos,
Provando a mim mesmo que não nasci para ser religioso,
Quanto mais, receoso!
Só o que me é inato é a rudeza
No confronto, frente-a-frente com a minha lacuna.
Renato Machado
sexta-feira, 19 de março de 2010
Guarda-Jóias
Vou neste caminho desalinhado
Como se a parte mais próxima de mim
Fosse a distância que me une os segredos,
Os alicerces robustos ignorantes aos meus medos,
Que se revoltam cá dentro, tal tamanho frenesim,
No corpo entregue ao eterno segundo realizado.
Os cantos e recantos escondidos da minha essência
São vastos, são infinitos,
São carreiros de pedras roladas, macias à passagem.
São guarda-jóias que se mostram com imponência,
Vitrinas expositoras de sentimentos bonitos,
Que nada mais são que uma manipulada imagem.
E o pequeno diamante reluzente
Está feliz por ser forte,
Por saber as lapidadas sofridas…
As forças inatas por si erguidas,
Pois é pedra sem coração que, inexplicavelmente sente,
Até mesmo o arrepio da morte.
Renato Machado
Como se a parte mais próxima de mim
Fosse a distância que me une os segredos,
Os alicerces robustos ignorantes aos meus medos,
Que se revoltam cá dentro, tal tamanho frenesim,
No corpo entregue ao eterno segundo realizado.
Os cantos e recantos escondidos da minha essência
São vastos, são infinitos,
São carreiros de pedras roladas, macias à passagem.
São guarda-jóias que se mostram com imponência,
Vitrinas expositoras de sentimentos bonitos,
Que nada mais são que uma manipulada imagem.
E o pequeno diamante reluzente
Está feliz por ser forte,
Por saber as lapidadas sofridas…
As forças inatas por si erguidas,
Pois é pedra sem coração que, inexplicavelmente sente,
Até mesmo o arrepio da morte.
Renato Machado
sábado, 13 de março de 2010
SKINY JEANS
Vem beijar o meu corpo num segundo,
Vem dar-me a vontade de querer parar o espaço temporal,
Vem viver o momento…
Apenas dois desejos… um só desejo… um eterno momento!
Já nem sinto saudade, nem pressa de chegar ao mundo.
Acordar? Seria sofrimento!
Quem sou eu para querer tal tormento,
Se o que desejo, é no fundo,
O teu pecado original?
Vem bailar naquilo que é meu,
Como se a vontade de o realizar falasse mais alto que a fome!
Porque é fome de alma, fome do que é teu…
Fome de prazer, fome de ser feliz!
Que tem mal na alma quando a verdade assim o diz? …
Quem não quer ser feliz?
Quem não quer aquilo que sempre o quis?
O diabo leva a alma desamparada, que na secura a consome…
Vem… beijar meu corpo no passar das horas,
Vem dar-me sabor ao insonso que é o meu gosto…
Vem olhar-me de azul o meu castanho…
Vem ver como um segundo é belo, de seu imenso tamanho!
Renato Machado
Vem dar-me a vontade de querer parar o espaço temporal,
Vem viver o momento…
Apenas dois desejos… um só desejo… um eterno momento!
Já nem sinto saudade, nem pressa de chegar ao mundo.
Acordar? Seria sofrimento!
Quem sou eu para querer tal tormento,
Se o que desejo, é no fundo,
O teu pecado original?
Vem bailar naquilo que é meu,
Como se a vontade de o realizar falasse mais alto que a fome!
Porque é fome de alma, fome do que é teu…
Fome de prazer, fome de ser feliz!
Que tem mal na alma quando a verdade assim o diz? …
Quem não quer ser feliz?
Quem não quer aquilo que sempre o quis?
O diabo leva a alma desamparada, que na secura a consome…
Vem… beijar meu corpo no passar das horas,
Vem dar-me sabor ao insonso que é o meu gosto…
Vem olhar-me de azul o meu castanho…
Vem ver como um segundo é belo, de seu imenso tamanho!
Renato Machado
quarta-feira, 10 de março de 2010
Não o fales em inglês
Calma… não carece de pressa.
Passo a passo, devagarinho,
Tudo se faz, tudo tem a sua vez…
Hoje a palavra que se confessa,
O olhar roubado quando teu corpo me atravessa…
Mas não o fales em inglês!
Não digas palavras para a qual não tens um sentido,
Diz-me o dia-a-dia,
Uma palavra vaga… para mim já é alegria!
Um sorriso… uma expressão…
Pouco a pouco… o meu coração!
E sem o perceber, ao teu encontro, terei sorrido.
O mundo não acaba amanhã…
Toca nas pequenas maravilhas da aventura!
Toca em mim, toco em ti… será ternura…
A felicidade no pecado dentado na nossa maçã.
Renato Machado
Passo a passo, devagarinho,
Tudo se faz, tudo tem a sua vez…
Hoje a palavra que se confessa,
O olhar roubado quando teu corpo me atravessa…
Mas não o fales em inglês!
Não digas palavras para a qual não tens um sentido,
Diz-me o dia-a-dia,
Uma palavra vaga… para mim já é alegria!
Um sorriso… uma expressão…
Pouco a pouco… o meu coração!
E sem o perceber, ao teu encontro, terei sorrido.
O mundo não acaba amanhã…
Toca nas pequenas maravilhas da aventura!
Toca em mim, toco em ti… será ternura…
A felicidade no pecado dentado na nossa maçã.
Renato Machado
Etiquetas:
Dedicados,
ocasionais,
pensamentos
segunda-feira, 8 de março de 2010
Carta ao Amor
Hoje apeteceu-me dizer que penso em ti… tem dias que acordo contigo no pensamento mas, nem sempre tenho coragem de o admitir.
Há dias que anseio pela tua imagem no meu pensamento, desejando até que aquela imagem móvel, mas muda, diga aquilo que naquele momento quero ouvir. Mas a tua imagem não fala…ou pelo menos eu não consigo que a minha imaginação vá mais longe que isso. Talvez nesses dias, deva pensar com um pouco mais força… talvez assim resulte. Nesses dias quase que sou feliz sem o saber…
Tem dias que o que menos desejo é ter-te no meu pensamento! Irra! Tudo aquilo que me faz lembrar de ti, tudo aquilo que olho, toco, ouço ou simplesmente sinto, dá-me uma tremenda vontade de partir, de despedaçar! Mas evito. Então fujo para bem longe, para um sítio calmo onde haja algo que me faça mudar de ideias. Nesses dias assim, tenho medo de mim, medo do que faço ou deixo de fazer. Sinto-me inseguro, sem certezas de nada! É nesses dias que para mim és somente uma dor de cabeça que teima em não se extinguir.
Outros dias, penso em ti como se fosses um “pensamento do dia” que toda a gente escuta sem tomar a devida atenção. Ando descansado, sempre contigo lá no fundo, no lugar mais refundido do meu pensamento, que me faz nem sequer perceber que lá estás… mas estás por lá! Quando isso me acontece significa que estou completamente tranquilo, comigo, contigo, com todo o mundo à minha volta. És como uma canção que antes me fazia companhia nos testes de geometria…
Naqueles dias em que sinto um vazio por dentro, uma estranheza, uma leveza na mente, apercebo-me que ainda não te dei a devida atenção. Então, lá ando eu muito preocupado, com medo de te poder esquecer por alguma eventualidade. Ando feito uma barata tonta que não sabe o que faz, que, com tanta tarefa, acaba por confundir e baralhar as ideias… nesses dias andas perdido entre as compras do supermercado e o lembrete de aniversário de alguém…200g de queijo…tu…aniversário da Rita…tu… pagar a conta da luz deste mês… tu… sempre assim. Quando esta confusão acontece (curioso…), chego ao final do dia com a sensação de auto-controlo, que sou capaz de coincidir tudo, de segurar todas as pontas. Sinto-me responsável, capaz de te ter a ti e ao resto da minha vida.
Hoje, logo hoje que arranjei coragem de admitir que penso em ti, decides por capricho que, não queres ser mais que um pensamento! Mas se já me és familiar, já fazes parte do meu dia-a-dia (é que não há um único dia que não penso em ti pah!), já que fui capaz de admitir coisas que me embaraçam…desculpa, mas não vou deixar a tua ideia para trás só porque tu decidiste por teimosia que, pensamento é pensamento e, realidade é realidade!
Vou continuar a pensar em ti, quer tu queiras quer não…quer tu existas, quer não!
Renato Machado
Há dias que anseio pela tua imagem no meu pensamento, desejando até que aquela imagem móvel, mas muda, diga aquilo que naquele momento quero ouvir. Mas a tua imagem não fala…ou pelo menos eu não consigo que a minha imaginação vá mais longe que isso. Talvez nesses dias, deva pensar com um pouco mais força… talvez assim resulte. Nesses dias quase que sou feliz sem o saber…
Tem dias que o que menos desejo é ter-te no meu pensamento! Irra! Tudo aquilo que me faz lembrar de ti, tudo aquilo que olho, toco, ouço ou simplesmente sinto, dá-me uma tremenda vontade de partir, de despedaçar! Mas evito. Então fujo para bem longe, para um sítio calmo onde haja algo que me faça mudar de ideias. Nesses dias assim, tenho medo de mim, medo do que faço ou deixo de fazer. Sinto-me inseguro, sem certezas de nada! É nesses dias que para mim és somente uma dor de cabeça que teima em não se extinguir.
Outros dias, penso em ti como se fosses um “pensamento do dia” que toda a gente escuta sem tomar a devida atenção. Ando descansado, sempre contigo lá no fundo, no lugar mais refundido do meu pensamento, que me faz nem sequer perceber que lá estás… mas estás por lá! Quando isso me acontece significa que estou completamente tranquilo, comigo, contigo, com todo o mundo à minha volta. És como uma canção que antes me fazia companhia nos testes de geometria…
Naqueles dias em que sinto um vazio por dentro, uma estranheza, uma leveza na mente, apercebo-me que ainda não te dei a devida atenção. Então, lá ando eu muito preocupado, com medo de te poder esquecer por alguma eventualidade. Ando feito uma barata tonta que não sabe o que faz, que, com tanta tarefa, acaba por confundir e baralhar as ideias… nesses dias andas perdido entre as compras do supermercado e o lembrete de aniversário de alguém…200g de queijo…tu…aniversário da Rita…tu… pagar a conta da luz deste mês… tu… sempre assim. Quando esta confusão acontece (curioso…), chego ao final do dia com a sensação de auto-controlo, que sou capaz de coincidir tudo, de segurar todas as pontas. Sinto-me responsável, capaz de te ter a ti e ao resto da minha vida.
Hoje, logo hoje que arranjei coragem de admitir que penso em ti, decides por capricho que, não queres ser mais que um pensamento! Mas se já me és familiar, já fazes parte do meu dia-a-dia (é que não há um único dia que não penso em ti pah!), já que fui capaz de admitir coisas que me embaraçam…desculpa, mas não vou deixar a tua ideia para trás só porque tu decidiste por teimosia que, pensamento é pensamento e, realidade é realidade!
Vou continuar a pensar em ti, quer tu queiras quer não…quer tu existas, quer não!
Renato Machado
sábado, 6 de março de 2010
p'ra fugir da rotina de poemas...
Reparem bem neste pequeno diálogo que no outro dia surgiu dentro da minha cabeça…
- No outro dia dei por mim a pensar em coisas que tenho saudades…
- Ah sim? E o que foi que te lembraste?
- Olha… tanta coisa! De jogar ao berlinde por exemplo!... De coleccionar os cromos e não comer os Bollycaos… tenho saudades daquele ano que íamos para a escola e ainda o sol não tinha nascido… lembras-te disso?
- Não. Era muito pequeno nessa altura. Só o sei porque tu já me contaste isso, dezenas de vezes!
- Pois é, marcou-me… e tu?
- Eu o quê?
- De que é que tens saudades?
- Sei lá… nunca pensei muito nesse assunto. Mas agora que falas nisso…acho que tenho saudades de ser criança… principalmente, tenho saudades das vezes que ralhavas comigo…
- Saudades disso?! Porquê?
- Sei lá eu… não sei, mas cada vez que penso naquele tempos, fico com um aperto bom no coração. Fico feliz… não sei explicar bem, mas não época, eu ficava triste cada vez que ralhavas comigo, mas hoje entendo essas atitudes de outra forma. Então fico feliz ao perceber que naquela época era protegido.
- Quê? Ficas feliz só porque eu ralhava das asneiras que tu fazias? Tu não regulas…
- Sim! Que queres tu que eu faça? Naquele tempo era livre e não tinha responsabilidades. Apesar de fazer as coisas mal e levar raspanetes por isso, tudo acabava bem! Lá vinhas tu e resolvias o que havia p’ra resolver…
- Então, mas hoje és crescido! Já tens idade p’ra saberes cuidar de ti!
- Eu sei! Por isso é que tenho saudades! Sabes, é que quando somos pequenos, dependentes, queremos mais é que o tempo passe depressa! Estamos sempre a disparar: “nunca mais faço 18 anos!”… mas quando chegamos lá e vemos que estamos por nossa conta…
- Isso é verdade. Mas a liberdade tem tanta coisa boa…
- Mas não tem aquilo que me faz ter saudades de ser criança…
- O quê?
- Ora esta! Já disse! Tenho saudades de me sentir protegido! A liberdade, e dizes bem, dá-nos muitas coisas boas: uma vida pessoal, a nossa independência, a tal vida longe dos pais… saímos do mundo que sempre conhecemos e entramos num mundo completamente novo! Apesar de tudo isto, tenho saudades de poder cometer erros e ser perdoado, saudades de ter aquele porto de abrigo…
- E na liberdade também o tens.
- Sim, também. Mas aí passamos nós também a ralhar com os outros porque passamos a ter o tal sentido da preocupação… começamos nós a ser o porto de abrigo de alguém…
- Essa conversa parece-me um tanto ou quanto egoísta.
- Talvez… mas acho que é, principalmente, medo de crescer, de perceber que na minha vida, mas tarde ou mais cedo, terei que lhe tomar as rédeas, percebes?
- Cresce…
- Está bem. Irei crescer quer o queira, quer não… mas por favor, nunca deixes de ralhar comigo!
Renato Machado
- No outro dia dei por mim a pensar em coisas que tenho saudades…
- Ah sim? E o que foi que te lembraste?
- Olha… tanta coisa! De jogar ao berlinde por exemplo!... De coleccionar os cromos e não comer os Bollycaos… tenho saudades daquele ano que íamos para a escola e ainda o sol não tinha nascido… lembras-te disso?
- Não. Era muito pequeno nessa altura. Só o sei porque tu já me contaste isso, dezenas de vezes!
- Pois é, marcou-me… e tu?
- Eu o quê?
- De que é que tens saudades?
- Sei lá… nunca pensei muito nesse assunto. Mas agora que falas nisso…acho que tenho saudades de ser criança… principalmente, tenho saudades das vezes que ralhavas comigo…
- Saudades disso?! Porquê?
- Sei lá eu… não sei, mas cada vez que penso naquele tempos, fico com um aperto bom no coração. Fico feliz… não sei explicar bem, mas não época, eu ficava triste cada vez que ralhavas comigo, mas hoje entendo essas atitudes de outra forma. Então fico feliz ao perceber que naquela época era protegido.
- Quê? Ficas feliz só porque eu ralhava das asneiras que tu fazias? Tu não regulas…
- Sim! Que queres tu que eu faça? Naquele tempo era livre e não tinha responsabilidades. Apesar de fazer as coisas mal e levar raspanetes por isso, tudo acabava bem! Lá vinhas tu e resolvias o que havia p’ra resolver…
- Então, mas hoje és crescido! Já tens idade p’ra saberes cuidar de ti!
- Eu sei! Por isso é que tenho saudades! Sabes, é que quando somos pequenos, dependentes, queremos mais é que o tempo passe depressa! Estamos sempre a disparar: “nunca mais faço 18 anos!”… mas quando chegamos lá e vemos que estamos por nossa conta…
- Isso é verdade. Mas a liberdade tem tanta coisa boa…
- Mas não tem aquilo que me faz ter saudades de ser criança…
- O quê?
- Ora esta! Já disse! Tenho saudades de me sentir protegido! A liberdade, e dizes bem, dá-nos muitas coisas boas: uma vida pessoal, a nossa independência, a tal vida longe dos pais… saímos do mundo que sempre conhecemos e entramos num mundo completamente novo! Apesar de tudo isto, tenho saudades de poder cometer erros e ser perdoado, saudades de ter aquele porto de abrigo…
- E na liberdade também o tens.
- Sim, também. Mas aí passamos nós também a ralhar com os outros porque passamos a ter o tal sentido da preocupação… começamos nós a ser o porto de abrigo de alguém…
- Essa conversa parece-me um tanto ou quanto egoísta.
- Talvez… mas acho que é, principalmente, medo de crescer, de perceber que na minha vida, mas tarde ou mais cedo, terei que lhe tomar as rédeas, percebes?
- Cresce…
- Está bem. Irei crescer quer o queira, quer não… mas por favor, nunca deixes de ralhar comigo!
Renato Machado
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Nato
O meu tempo,
Leva-me no tempo…
Leva-me nas dores de quem me fez…
E o sofrimento…
Não tanto como um tormento,
Mas o grito do fado que tenho em minha pequenez…
O vagar que passa a correr…
O sino que toca dentro da minha cabeça….
E tudo começa!
O longe que passa raspando bem perto,
A confusão de gente no meu deserto…
E tudo em mim está pronto a nascer!
O meu mundo teima em me expulsar,
O queimar…
A luz que a dor estreita me oferece,
Meu corpo quente, de estranheza, arrefece…
As mãos que me tocam em novidade,
O choro impõe-me a voz…a realidade!
Nasci!
Não sei quem sou,
O que sou…
Onde estou?
Vou ficar aqui….
Renato Machado
Leva-me no tempo…
Leva-me nas dores de quem me fez…
E o sofrimento…
Não tanto como um tormento,
Mas o grito do fado que tenho em minha pequenez…
O vagar que passa a correr…
O sino que toca dentro da minha cabeça….
E tudo começa!
O longe que passa raspando bem perto,
A confusão de gente no meu deserto…
E tudo em mim está pronto a nascer!
O meu mundo teima em me expulsar,
O queimar…
A luz que a dor estreita me oferece,
Meu corpo quente, de estranheza, arrefece…
As mãos que me tocam em novidade,
O choro impõe-me a voz…a realidade!
Nasci!
Não sei quem sou,
O que sou…
Onde estou?
Vou ficar aqui….
Renato Machado
Etiquetas:
Dedicados,
ocasionais
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Luz de Sol
A luz que me entra é bem-vinda
Como o beijo quente de minha mãe no meu rosto.
Suavemente acaricia o que dorme em mim,
E brinca, faz cócegas, sorri iluminada!
Esta luz mais amada…
Toca-me no refundido que vive (ainda…),
E sinto tudo o que antes sentira com um novo gosto.
Quando nasce em mim, sorrio de esperança
E sorrio de saudade quando ela me esquece,
Mas amo o brilho da pureza
O dar sem receber, a voltar a dar com gentileza…
A luz da estrela mãe aconchega-se na minha lembrança,
Porque a luz é luz, e tem luz como sua riqueza!
Na sua ideia, o meu corpo se aquece!
É por isso que amo a palavra “Sol”
Ama-me, aquece-me, abraça-me, expludo de vida…
Quando a escrevo com o meu magenta
O conforto que me acalenta,
É calor amado na minha mente,
Todo meu corpo o sente,
Consumindo cada momento, tal como uma despedida.
Renato Machado
Como o beijo quente de minha mãe no meu rosto.
Suavemente acaricia o que dorme em mim,
E brinca, faz cócegas, sorri iluminada!
Esta luz mais amada…
Toca-me no refundido que vive (ainda…),
E sinto tudo o que antes sentira com um novo gosto.
Quando nasce em mim, sorrio de esperança
E sorrio de saudade quando ela me esquece,
Mas amo o brilho da pureza
O dar sem receber, a voltar a dar com gentileza…
A luz da estrela mãe aconchega-se na minha lembrança,
Porque a luz é luz, e tem luz como sua riqueza!
Na sua ideia, o meu corpo se aquece!
É por isso que amo a palavra “Sol”
Ama-me, aquece-me, abraça-me, expludo de vida…
Quando a escrevo com o meu magenta
O conforto que me acalenta,
É calor amado na minha mente,
Todo meu corpo o sente,
Consumindo cada momento, tal como uma despedida.
Renato Machado
Etiquetas:
ocasionais
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Um Pouco Winehouse
Aqui… por dentro,
As almas dançam no silêncio do som.
Exaltam o peso de mim em mim,
Exaltam a teimosa força de ser um dom…
Os perfumes… as formas… as luzes…
O vazio de um centro,
O desenho das cruzes,
Plantadas num horizonte sem fim…
Quadros que decoravam os meus pensamentos,
Quebraram amores com a beleza,
Quebraram pactos com a verdade…
Mas mentira…não existe… Lealdade!
Porque não me vence, nem luto pela incerteza
Mãe de todos os meus tormentos.
E quem consiga ver o meu coração
Que me diga onde o posso resgatar.
Por favor…Palpita-me oco o peito,
De jeito tosco…sem jeito…
Desajeitado, moribundo sem pressão…
Desesperado sem saber onde descansar…
Renato Machado
As almas dançam no silêncio do som.
Exaltam o peso de mim em mim,
Exaltam a teimosa força de ser um dom…
Os perfumes… as formas… as luzes…
O vazio de um centro,
O desenho das cruzes,
Plantadas num horizonte sem fim…
Quadros que decoravam os meus pensamentos,
Quebraram amores com a beleza,
Quebraram pactos com a verdade…
Mas mentira…não existe… Lealdade!
Porque não me vence, nem luto pela incerteza
Mãe de todos os meus tormentos.
E quem consiga ver o meu coração
Que me diga onde o posso resgatar.
Por favor…Palpita-me oco o peito,
De jeito tosco…sem jeito…
Desajeitado, moribundo sem pressão…
Desesperado sem saber onde descansar…
Renato Machado
Etiquetas:
pensamentos
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A Mais Bela Verdade
O meu nome… ninguém o diz…
Amando o infinito, na mentira sou aprendiz…
E na mentira, consigo ser feliz.
No jogo de palavras, vinco a minha raiz…
Ah! Eu sou feliz!
Sei viver com este meu desalmado coração,
Talvez não seja viver… mas morrer, não!
Talvez seja uma luz que tenho a acender…
Aquele pequeno ensinamento a reter…
E sou assim, em mim sou feliz…
Não me detenho na hora de errar,
Vou em frente, porque vou errando.
Na mentira, o meu erro vai-se acertando,
E mal ou bem… hei-de lá errar…
Se eu ao menos não pudesse amar…
Se eu ao menos pudesse existir…
Se eu ao menos pudesse desiludir…
Tenho inveja da vida que a vida não me deu,
Tenho…
Por isso, desenho-a…
Em mim, retenho-a…
A força que o meu ser não escolheu…
Renato Machado
Amando o infinito, na mentira sou aprendiz…
E na mentira, consigo ser feliz.
No jogo de palavras, vinco a minha raiz…
Ah! Eu sou feliz!
Sei viver com este meu desalmado coração,
Talvez não seja viver… mas morrer, não!
Talvez seja uma luz que tenho a acender…
Aquele pequeno ensinamento a reter…
E sou assim, em mim sou feliz…
Não me detenho na hora de errar,
Vou em frente, porque vou errando.
Na mentira, o meu erro vai-se acertando,
E mal ou bem… hei-de lá errar…
Se eu ao menos não pudesse amar…
Se eu ao menos pudesse existir…
Se eu ao menos pudesse desiludir…
Tenho inveja da vida que a vida não me deu,
Tenho…
Por isso, desenho-a…
Em mim, retenho-a…
A força que o meu ser não escolheu…
Renato Machado
Etiquetas:
biográficos,
ocasionais
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Por Ti
Como a chuva que traz de novo a vida,
Sou um sopro fresco de esperança,
Sou a saudade que já vai morta…
Sou um sorriso que te entra pela porta,
E se aconchega na tua face desiludida.
Sou o que quiseres na tua vida,
Um demónio que infringe a aliança
Ou o rasgo de luz prevendo a bonança…
Sou tudo aquilo que me deixares ser,
Amando…
Respeitando…
Flutuando… serei luz que vem suavemente se vincando,
O mais sincero amar que exista no verbo viver.
Sou a sorte de realizar o teu mundo iludido,
O gole de sabedoria que te ilumina a mente…
Sou gente…
Sou humano por ti…
Até nas forças que me são alheias, me faço erguido.
Sou…fui… talvez o serei…
E com isso apenas, me contento.
Com o teu existir me alimento,
No teu respirar me invento…
Por ti… um dia serei…
Renato Machado
Sou um sopro fresco de esperança,
Sou a saudade que já vai morta…
Sou um sorriso que te entra pela porta,
E se aconchega na tua face desiludida.
Sou o que quiseres na tua vida,
Um demónio que infringe a aliança
Ou o rasgo de luz prevendo a bonança…
Sou tudo aquilo que me deixares ser,
Amando…
Respeitando…
Flutuando… serei luz que vem suavemente se vincando,
O mais sincero amar que exista no verbo viver.
Sou a sorte de realizar o teu mundo iludido,
O gole de sabedoria que te ilumina a mente…
Sou gente…
Sou humano por ti…
Até nas forças que me são alheias, me faço erguido.
Sou…fui… talvez o serei…
E com isso apenas, me contento.
Com o teu existir me alimento,
No teu respirar me invento…
Por ti… um dia serei…
Renato Machado
Etiquetas:
Dedicados
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Estranho-me...
Nem me sinto triste…
Nem me procuro nos recantos da solidão…
Não… se o meu ser, em mim existe,
Se nem ele da minha causa perdida desiste,
De que vale lutar p’lo negativismo em vão?
Não…
Sou um toque soturno de felicidade,
A névoa fria brincando no rosto de quem ri…
Divirjo… feliz… há sempre uma razão.
A dúvida persiste no que é a minha verdade,
A constante procura da minha trindade…
E eu… nunca saio daqui!
Aqui me plantei, aqui me cresci,
Uma árvore robusta, forte,
Um ser que não tem medo da morte
Mas tem medo da paixão…
Renato Machado
Nem me procuro nos recantos da solidão…
Não… se o meu ser, em mim existe,
Se nem ele da minha causa perdida desiste,
De que vale lutar p’lo negativismo em vão?
Não…
Sou um toque soturno de felicidade,
A névoa fria brincando no rosto de quem ri…
Divirjo… feliz… há sempre uma razão.
A dúvida persiste no que é a minha verdade,
A constante procura da minha trindade…
E eu… nunca saio daqui!
Aqui me plantei, aqui me cresci,
Uma árvore robusta, forte,
Um ser que não tem medo da morte
Mas tem medo da paixão…
Renato Machado
Etiquetas:
biográficos,
pensamentos
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Ao Jardim de São Francisco
De que valem as pedras que piso?
De que valem as pedras que me sustentam?
Ai… valem…
Valem o peso com que me sepultam,
Os anos largos guardando o riso
Valem os rabiscos que simbolizam o paraíso…´
Ai… valem…
Valem o choro sobre elas derramado,
Valem o silêncio do passo errado…
Pedras que são, amanhã meu corpo o será,
Corpo que se ergueu do chão, ao chão regressará.
Renato Machado
De que valem as pedras que me sustentam?
Ai… valem…
Valem o peso com que me sepultam,
Os anos largos guardando o riso
Valem os rabiscos que simbolizam o paraíso…´
Ai… valem…
Valem o choro sobre elas derramado,
Valem o silêncio do passo errado…
Pedras que são, amanhã meu corpo o será,
Corpo que se ergueu do chão, ao chão regressará.
Renato Machado
Etiquetas:
Dedicados
sábado, 23 de janeiro de 2010
Masoquismo
Como viver aprisionado na luz,
Um ser que não voa, que não plana
Mas uma alma brava que recusa pousar…
E vai tacteando todas as partículas no ar,
Escutando as vozes na mente que lhe engana…
Vivendo cada segundo da solidão da Luz.
E o vento turbulento que sopra estagnado,
Vem ferozmente abraçar o vazio…
Paz… clareia o imaculado da confusão,
Paz… ordena por ordem a ilusão…
E o que se apura sem prumo nem brio,
Vem como um calor ardente de calafrio,
Aninhar-se no escuro que ficou passado.
É como voltar a viver cada momento
E não poder dizer que já antes o tinhas vivido…
Apoiando-se naquilo que não se tem e se quer ter,
Quando a voz que lá ao fundo grita, não chama pelo seu nome…
Mais nada… só o vento!
A jangada de sentimentos vai-se destruindo,
Peça a peça, lá se vai tudo o que lhe fez viver…
Nessa luz que lhe exausta, seca os limites, tira-lhe a fome…
Jura-lhe que o tempo passou,
Conforta-lhe no escuro, chora, se isso o acalmar…
Mas segue… o passado, lá atrás ficou,
O frio, a luz… tudo isso se evaporou!
A noite por fim, chegou…
É hora daquele ser voltar a sonhar…
Renato Machado
Um ser que não voa, que não plana
Mas uma alma brava que recusa pousar…
E vai tacteando todas as partículas no ar,
Escutando as vozes na mente que lhe engana…
Vivendo cada segundo da solidão da Luz.
E o vento turbulento que sopra estagnado,
Vem ferozmente abraçar o vazio…
Paz… clareia o imaculado da confusão,
Paz… ordena por ordem a ilusão…
E o que se apura sem prumo nem brio,
Vem como um calor ardente de calafrio,
Aninhar-se no escuro que ficou passado.
É como voltar a viver cada momento
E não poder dizer que já antes o tinhas vivido…
Apoiando-se naquilo que não se tem e se quer ter,
Quando a voz que lá ao fundo grita, não chama pelo seu nome…
Mais nada… só o vento!
A jangada de sentimentos vai-se destruindo,
Peça a peça, lá se vai tudo o que lhe fez viver…
Nessa luz que lhe exausta, seca os limites, tira-lhe a fome…
Jura-lhe que o tempo passou,
Conforta-lhe no escuro, chora, se isso o acalmar…
Mas segue… o passado, lá atrás ficou,
O frio, a luz… tudo isso se evaporou!
A noite por fim, chegou…
É hora daquele ser voltar a sonhar…
Renato Machado
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Sala de Espera
Alegria… amor… ilusão…
Um misto de significados,
Que nem misto parece ter.
E sou eu que estou aqui… na confusão,
No arrastar de cena sem razão,
Num prolongamento doloroso de pecados
Pois, nem já à sabedoria vou beber…
Estou só cansado.
Faminto de sossego, de silêncio, de paz!
Quero o alívio de cerrar os olhos, quero breu!
Quero…
Tem dias que desespero,
Mas espero…
Porque sei que até o mal tem outro lado.
Ai…A vida sabe sempre o me traz,
E por mais que o seja capaz,
Deixo-me levar p’lo significado que Ele o deu…
Cessem as buscas ao sentido,
Pousem as candeias, pousem a vontade…
Eu desisto!
Há-de vir quando chegar a hora
Quem me dera que o fosse agora!
Depois de tudo que já foi vivido,
Quem me dera até sentir saudade…
Mas para mim, ainda é um misto…
Há-de vir quando chegar a hora…
E eu lhe darei o meu significado.
Renato Machado
Um misto de significados,
Que nem misto parece ter.
E sou eu que estou aqui… na confusão,
No arrastar de cena sem razão,
Num prolongamento doloroso de pecados
Pois, nem já à sabedoria vou beber…
Estou só cansado.
Faminto de sossego, de silêncio, de paz!
Quero o alívio de cerrar os olhos, quero breu!
Quero…
Tem dias que desespero,
Mas espero…
Porque sei que até o mal tem outro lado.
Ai…A vida sabe sempre o me traz,
E por mais que o seja capaz,
Deixo-me levar p’lo significado que Ele o deu…
Cessem as buscas ao sentido,
Pousem as candeias, pousem a vontade…
Eu desisto!
Há-de vir quando chegar a hora
Quem me dera que o fosse agora!
Depois de tudo que já foi vivido,
Quem me dera até sentir saudade…
Mas para mim, ainda é um misto…
Há-de vir quando chegar a hora…
E eu lhe darei o meu significado.
Renato Machado
Etiquetas:
biográficos
Subscrever:
Mensagens (Atom)

